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10/04/2012

Sabem aquela comissão que propôs a legalização do aborto? Então… Agora ela propõe a legalização das casas de prostituição!


Fonte: Veja - Blog Reinaldo Azevedo - 10/04/2012
 às 6:25


Pois é… Lembram-se da tal comissão que propôs, por vias oblíquas, a legalização do aborto? Agora ela teve uma nova idéia: a legalização das casas de prostituição!!! Leiam o que informa Rogério Pagnan na Folha. Volto em seguida.
Proposta da comissão do Senado de reforma do Código Penal prevê o fim de punições para donos de prostíbulos. A ideia dos especialistas em direito que compõem a comissão é acabar com o que chamam de “cinismo” moral da atual legislação. Na prática, dizem eles, a proibição dos prostíbulos só serve para que policiais corruptos possam extorquir os donos dessas casas. “O Código deixará de ser o paladino da moral dos anos 40. A proibição não faz mais sentido”, afirma o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, relator-geral da comissão, cujo objetivo é preparar um anteprojeto para ser submetido aos parlamentares.
Pela legislação em vigor, quem mantém casas de prostituição está sujeito a pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa. Já a prostituição em si não é criminalizada, tampouco é regulamentada no país. Se aprovada no Congresso, a mudança abrirá caminho para a regulamentação da profissão. Isso porque será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador, como já ocorre em países como Alemanha e Holanda.
“É uma reivindicação histórica do movimento de prostitutas”, afirma Roberto Domingues, presidente da ONG Davida e assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas. O empresário Oscar Maroni Filho, 61, que foi condenado em primeira instância por explorar a prostituição em um hotel de São Paulo, defende a reforma. “Já sofri muito com isso. Alguns desses processos que tenho ocorreram porque eu não quis pagar pau para a polícia”, afirma ele. Pela proposta, que deve ser enviada para a apreciação do Senado no final de maio, os trabalhadores terão de estar no prostíbulo de forma espontânea e, claro, não poderão ter menos de 18 anos.
(…)
Comento
O tal procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves é o mesmo que defendeu o aborto de fetos de crianças que, se nascidas, não teriam autonomia…
Parece moderninho e bacana, né? Eis mais uma causa a ser abraçada pelos nossos progressistas. Sempre que vejo assessores de entidades que reúnem prostitutas, penso cá com os meus botões: e aquela tal tese da prostituição como fruto de problemas sociais e coisa e tal? Quem decide criar uma associação de caráter sindical para reunir “as prima” está dizendo o que muitos já sabíamos: na maioria das vezes, é gosto, não necessidade.
Vá lá…
Legalizar prostituição? Toda atividade que lida com dinheiro vivo, como a prostituição — e qualquer especialista em segurança sabe disto —, acaba servindo de aparelho à lavagem de dinheiro sujo, especialmente do narcotráfico. A atividade acaba sendo capturada pelo crime organizado. Essa é a principal razão para não se legalizar o jogo. Mesmo ilegal, ele já é um problema, não é, Carlinhos Cachoeira? Ou alguém acha que ele teria outro comportamento se a atividade fosse legal?
Essa história de que se vai pagar imposto e coisa e tal é uma das balelas influentes, esta tendente a ganhar o coração dos liberais — ou de alguns que se querem até mesmo libertários de direita e que acabam pensando as mesmas coisas dos “progressistas de esquerda”. Assim como o estado jamais teria condições de saber quanto dinheiro movimenta o jogo, seria impossível saber quanta grana rola num puteiro. Só otário passaria cheque ou cartão de crédito nesse tipo de serviço…
Legalizadas as casas, elas não seriam geridas por “prostitutas-cabeça”, dessas que excitam a imaginação dos descolados. Também não ficará a cargo de empresários decentes. A atividade será organizada por pessoas moralmente compatíveis com esse ramo de negócios.
“Ah, mas ninguém vai conseguir acabar com isso!” Eu sei! Mas qual é a tese? Agora, em nome do fim da hipocrisia, vamos legalizar todos os crimes, já que não conseguimos mesmo eliminá-lo? Proibida, a atividade tem uma dimensão; legalizada, assumiria outra, muito maior, que estaria fora de qualquer controle. E é evidente que os criminosos farão a festa.
Notem que não faço juízo moral de nenhuma natureza, embora ele seja absolutamente legítimo. Faço uma restrição que é de natureza até técnica. Mas sabem, né? Só escrevo isso porque sou um reacionário. Esses bacanas querem melhorar o Brasil legalizando o aborto, a prostituição, as drogas, e eu fico aqui, criticando essa gente de boa-fé.
Por Reinaldo Azevedo

Comentário: Acho que nem preciso dizer que se postei aqui esta matéria é porque concordo em gênero, número e grau com o que o Reinaldo Azevedo fala em seu blog, mas devo ressaltar que isso me assusta, sabe esta coisa dos "Liberais metido a moderninhos", os defensores dos direitos do que "eles" consideram o suprassumo da liberalidade, pois isto abre caminho, como o próprio autor da matéria diz: - para os que se afinam com o "Mitiê", ou seja, se liberar o jogo, quem vai tomar conta? Se liberar os prostíbulos quem vai tomar conta? Vai ser alguém bem intencionado, que vai pagar impostos e etc....É hipócrita quem afirma uma barbaridade destas, pois aqui a fiscalização é falha, o que vai acontecer é que estes locais vão usados para lavar dinheiro, para alavancar ainda mais o tráfego de drogas e etc etc etc....Só falta agora estes juristas que estão estudando a reforma do código penal virem com a ideia de legalizar a criminalidade, que tal? Forma o "sindicato dos criminosos". Sim, porque a justificativa deles para liberar o aborto, as drogas e os prostíbulos é que se liberar terão controle sobre isso,pense, liberando o crime terão controle sobre os marginais, eles terão carteira assinada, horário e locais certos para cometer seus crimes, tudo controladinho!!!! Sinceramente esta reforma do código penal, sei não....Só isso tenho a dizer por hoje e acho que já basta, né?!? 
Elizabeth Metynoski

01/04/2012

Carta de um pai


Hoje estava pensando e confesso que acabei me surpreendendo. É que nesta quinta-feira, 29, se completam 77 meses da morte do meu filho Mário. Puxa, fiquei impressionado com o passar do tempo, pois parece que foi ontem que havia mandado a correspondência eletrônica sobre os 76 meses do brutal assassinato do meu filho Mário, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005.


 Era um grupo de jovens que, uma vez por semana, se reunia para confraternizar de maneira simples, com um churrasquinho e saudável, para matar a saudade e lembrar de quando eram menores, todos colegas do ensino fundamental.


Mas como vocês sabem, meu filho Mário não conseguiu chegar ao destino. Poucos minutos antes, teve sua vida ceifada prematuramente, aos 20 anos, por dois bandidos que até hoje, pelo mais hediondo descaso das chamadas autoridades da área da segurança pública, não se sabe quem é ou a mando de quem estavam. Um crime popularmente conhecido como “insolúvel”, palavra que resume a falta de vontade política tanto da Polícia Civil, quanto do Ministério Público e até mesmo da Prefeitura Municipal de Canoas, cidade onde ocorreu o assassinato inexplicável.


Este breve relato serve de alívio e consolo para mim, que tenho amigos como vocês, com quem posso compartilhar minha dor de Pai, ignorada de forma grosseira pelas autoridades da área da segurança pública que sequer quiseram me receber em seus luxuosos gabinetes sustentados pela sociedade. Por gente como eu e como você, que pagam seus impostos rigorosamente em dia, mas que não são respeitados pelo poder público.


Enquanto escrevo estas poucas linhas, volto a pensar no meu filho Mário (como faço todo o santo dia) e as lágrimas tomam conta dos meus olhos.
 A dor começa a aumentar e a apertar meu peito de Pai que teve seu filho assassinado de maneira tão brutal. É a saudade que me invade aliada ao sonho de como seria a vida se meu filho Mário estivesse ao nosso lado: uma felicidade indescritível, naturalmente vivenciada por essas autoridades que certamente convivem com seus filhos e, portanto, não passaram pelo que estou passando.


Dezenas e dezenas de vezes tentei chamar a atenção dessas autoridades, surdas, ou que só ouvem o que lhes convém. Nunca se dignaram em receber o Pai que perdeu o filho inexplicavelmente. Talvez porque eu não seja o único. Talvez por receio de que eu fosse o porta-voz de outros tantos que continuam, como eu, a viver na incerteza de não saber o que efetivamente aconteceu com o seu filho. Temem por explicações que não podem ser dadas por conta do descaso com que tratam grande parcela da sociedade gaúcha.


Mas minha luta, com a ajuda de cada um de vocês, vai continuar. Estarei cobrando dessas autoridades, o que me devem como cidadão: o direito sagrado de saber, como pai, quem foram os assassinos do meu filho Mário e quem foram os mandantes, para que sejam encaminhados à nossa Justiça. Este direito ninguém poderá me negar. E cobrarei das autoridades constituídas, até o último dia da minha vida.


São 2.310 dias de angústia;
55.440 horas esperando uma explicação;
3.326.400 minutos de saudade e dor intensa!


Sergio, Pai do Mário

Comentário: isso cansa sabe...esta impunidade toda, é inacreditável! Somente 3% dos homicídios no Brasil são solucionados. Vocês conseguem imaginar o que é para um pai ou mãe perder seu filho, brutalmente assassinado? Da para sequer imaginar a dor? E ainda não ter os culpados punidos? Eu consigo saber o que é isso porque passei pela mesma situação, mas confesso, nem eu sei o que dizer para este pai! O máximo que consigo é me manter solidária, não deixando a historia do Mário Sérgio Gabardo caia no esquecimento. Mas uma coisa eu prometo a este pai, enquanto eu viver, vou continuar a luta junto com ele, para que os culpados sejam punidos. 
http://www.giorgiorenanporjustica.org/Caso_gabardo.htm
http://www.giorgiorenanporjustica.org/investiga_caso_mario_s_gabardo.htm

O país da impunidade






Crédito da ARTE JOãO LUIS XAVIER

Agora é definitivo. Não há mais o que discutir. Como dizem os velhos homens de imprensa, não se pode brigar com os fatos. Notícia é notícia. A verdade impõe-se. Está provado, sacramentado e oficializado: o Brasil é o país da impunidade. Ah, bom! O caro leitor já sabia disso? Pode ser, mas uma prova contundente é sempre melhor do que uma impressão arraigada. Sim, o Brasil é o país da impunidade. Isso ficou demonstrado por um novo estudo. É verdade que os estudos provam numa semana que o chocolate faz mal e na semana seguinte demonstram o contrário. Até a carne de porco já foi condenada, reabilitada, absolvida, louvada, recomendada e, finalmente, limitada. É assim mesmo: as pesquisas competem pela verdade. Uma busca ser mais verdadeira do que a outra. É pau puro.


O importante aqui é reafirmar: o Brasil é o país da impunidade. Está provado também que, como alertam os mais lúcidos, a impunidade não para de crescer entre nós. Tanto o Brasil é o país da impunidade que, segundo dados do Ministério da Justiça, apenas um brasileiro adulto em cada 262 está na prisão. Que número irrisório! Apenas um em cada 262 adultos da população adulta brasileira está encarcerado. São Paulo, locomotiva brasileira, tem índices melhores: um em cada 171 adultos está em cana. Só isso? Temos apenas a terceira maior população carcerária do mundo entre os dez países mais populosos. Como se vê, cristalinamente, o crime compensa por aqui. Pouca gente vai para a cadeia. Isso é culpa das leis brandas que impedem a prisão dos consumidores de drogas. Não fosse assim, teríamos certamente um em cada 60 brasileiros adultos atrás das grades. É muita impunidade realmente.


Se o álcool fosse considerado uma droga ilícita, dado que causa mais estragos do que muitas drogas proibidas, aí poderíamos ter, quem sabe, um em cada três brasileiros na cadeia. Enfim, orgulhosos, poderíamos declarar o fim da impunidade no Brasil. A maioria dos presos brasileiros não está na cadeia por matar ou roubar - atos que dificilmente deixarão de ser crimes no futuro próximo ou longínquo -, mas por tráfico de drogas, um crime que poderá desaparecer se um dia o consumo e o comércio de drogas forem legalizados. É sempre bom lembrar que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está entre os que consideram o atual modelo de combate ao uso de drogas ultrapassado. De fato, somos o país da impunidade. Raramente um peixe grande mofa na prisão.


Tanto somos o país da impunidade que temos mais gente presa sem julgamento do que nos Estados Unidos - 40% contra 21%. Como é que pode? Por que o CNJ não pune o Judiciário por cometer essa arbitrariedade com os presos? Como pode o Judiciário ficar assim impune? É como eu sempre digo: somos o país da impunidade. Só seremos um país moderno e sem impunidade, pelo jeito, quando um em cada cem brasileiros passar a vida atrás das grades. Os especialistas garantem que esse sistema não funciona. Torna violento quem não era. Os especialistas, como é bem sabido, defendem a impunidade. Que situação irônica.


Juremir Machado da Silva | juremir@correiodopovo.com.br