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15/03/2012

Julgamento do pai acusado de matar o filho...foi feito de fato JUSTIÇA!?



Que pena merecia um PAI que MATA o filho ?!

Foi feito de fato Justiça?!


Não foi esse o sentimento que tivemos ao sairmos do julgamento de Alexandre Franco, condenado a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, inicialmente  em regime fechado, por ter assassinado o filho de apenas 6 anos de idade, o pequeno Nicollas Maciel Franco, em 23 de dezembro de 2010, antevéspera de Natal!

A sentença lida, por volta das 21h10 do dia 14 de março de 2012, pelo juiz Alexandre Andreta dos Santos, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, foi recebida com um certo alivio pela mãe do pequeno NicollasMaria do Carmo Maciel, que temia pela absolvição, porém para os demais integrantes do Grupo UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência) o sentimento que ficou foi o de IMPUNIDADE.


Entendemos que não houve empatia por parte do Juiz ao determinar o tempo da pena a ser aplicada, levando-se em consideração que o assassino depois de ter cumprido 1/3 da pena já terá direito ao regime semi-aberto. 
Uma vez que ele já está preso há 1 ano, daqui à 7 anos ele já gozará da liberdade parcial e ao cumprir 2/3 da pena terá direito à liberdade total.
É justa a sentença para um pai que MATA o filho cumprir apenas 16 anos de prisão, sendo que depois de 8 anos já terá direito ao regime semi-aberto!?


"Justiça" foi feita, aproveitamos para parabenizar o excelente trabalho desenvolvido pelo promotor de Justiça, Dr. André Luiz Bogado Cunha, e também o assistente de acusação Dr. Cristiano Medina da Cunha, que teve uma atuação brilhante, porém a sensação de IMPUNIDADE sobressaí, uma vez que ciente das BRECHAS da nossa LEGISLAÇÃO era de se esperar que o Excelentíssimo Senhor Juiz Dr. Alexandre Andreta dos Santos, determinasse uma pena compatível e digna com o crime cometido, e que o acusado de ASSASSINAR o próprio filho tivesse no mínimo, a pena máxima aplicada.

A sensação é de que não houve empatia por parte do Juiz, que se limitou a fazer apenas o que a lei determina, porém não estipulou a pena com um coração de pai, com o coração voltado à sociedade que clamava e aguardava por JUSTIÇA.

Poderia se dizer que houve JUSTIÇA, caso fosse determinado que o assassino iria cumprir, ao menos, os 24 anos de cadeia enjaulado, como bicho feroz que é e demonstrou ser ao jogar o próprio filho de apenas 6 anos de idade no Rio Tietê. Ver o pequeno e indefeso corpo ser arrastado e sumir em meio as águas podres e fétidas e não tentar socorrê-lo e mais...ir para São Vicente, na Baixada Santista, na manhã seguinte ao crime e tomar banho de mar, beber  cerveja e comer camarão, num quiosque na beira da praia...enquanto à mãe da criança e a família desesperada procurava pelo corpo do menino, uma vez que ele próprio ligou e anunciou que havia matado o menino e que a mãe nunca mais iria ver a criança.

Diante das BRECHAS DA LEI...o mínimo que se esperava era que o JUIZ determinasse uma pena DIGNA E COMPATÍVEL com o crime...já levando em conta os benefícios e regalias que esse monstro, que levava a alcunha de pai, terá e que em breve será devolvido à sociedade!

O maníaco da Cantareira foi condenado a 57 anos por matar um menino desconhecido...
Lindemberg a 98 por matar a ex namorada...
O juiz Alexandre Andreta dos Santos apenas se limitou a aplicar a Lei sem empatia alguma com o caso.

Considerou que o homicídio causou trauma à ex-mulher de Alexandre Franco, Maria do Carmo Maciel, e à família dela. "O fato de ser crime contra uma criança aumenta a pena em um terço, e como a vítima era filho do acusado, o crescimento da pena é de mais um sexto", disse o magistrado ao ler a sentença.


Daqui há 7 anos o filhinho que a Maria Do Carmo Maciel carrega no ventre terá 6 anos de idade, a mesma idade que tinha o pequeno Nicollas, e esse MONSTRO estará nas ruas...O que ele será capaz de fazer com o filho dela, fruto de um novo relacionamento, depois de ter sido capaz de matar o próprio filho, para se vingar da mãe do menino?!


Adriana Oliveira Barbosa, mãe de Luis Paulo Oliveira Barbosa, e também integrante do Grupo UDVV (que é formado por familiares de vítimas, ativistas e Movimento que lutam por Paz e Justiça), muito abalada saiu do julgamento aos prantos, inconformada, lamentando. "Se um pai que mata o próprio filho é sentenciado a 24 anos de prisão, que pena será aplicada ao assassino do meu filho?"

Luis Paulo foi assassinado, por motivo torpe, aos 20 anos de idade, 1 dia depois do assassinato do pequeno Nicollas, na véspera de Natal, por 1 professor da FATEC, ao tentar separar uma briga de trânsito, na porta do trabalho onde o jovem aguardava o horário para entrar em serviço.
1 ano e 3 meses depois o professor aguarda o julgamento em liberdade e pior...lecionando!







REVISÃO DO CÓDIGO PENAL JÁ!!!

A sociedade não aguenta mais ter que conviver com tanta impunidade e com a inversão de valores...onde as vítimas têm que viver aprisionadas à sentença perpétua da dor da saudade e aceitar à pena de morte que foi imposta aos entes vitimados, enquanto os assassinos continuam gozando das BRECHAS DA LEI e da CARA DA SOCIEDADE!!!

Sandra Domingues 



Comentário: Cada vez mais eu me decepciono com a justiça brasileira, um "monstro deste" pega uma criança que absolutamente não tinha como se defender e a mata friamente, com agravante de ser o seu próprio filho e dão somente 24 anos!?! Ai não dá para entender pois o Lindenberg pegou 98 anos - claro que isso é "pró forma", pois a pena máxima no Brasil é 30 anos, mas porque não deram pelo menos os 30 anos?! A meu ver isso é "prêmio" não pena. Esta tudo errado.........precisamos com urgência a revisão do Código Penal, mas que esta revisão seja o que a sociedade brasileira - digo população quer e não a que será decidida por "uma elite de juristas". Temos que pensar que mesmo um "Maníaco da Cantareira" que pegou 57 anos, pode ter progressão de pena e sem o "Exame Criminológico" (que foi extinto) ele pode ser colocado novamente nas ruas em pouco tempo. 


Pense: 


Lindenberg (assassino da Eloá) pegou 98 anos, mas no Brasil só se cumpre 30 anos e com 1/3 da pena ele pode pedir progressão (semi-liberdade), como ele esta preso desde 2008, 30/3= 10 anos - 4 anos que já cumpriu, ficam 6 anos ou seja em 2018 ele poderá pedir a semi-liberdade e com 2/3 pode ter liberdade condicional. 

Maníaco da Cantareira: 57 anos que vira 30 anos e ai vale o mesmo que o acima. Foi preso em 2007, 30/3 = 10 anos, já cumpriu 5 anos, com mais 5 anos pode ter a semi-liberdade e com 2/3 liberdade condicional, mas este ainda tem o agravante de um perfil sociopata, ele matou dois irmãos que tinham 13 e 14 anos e estuprou um deles. Como não tem mais exame criminológico, exame este que avaliava se o preso teria ou não condições de voltar a conviver na sociedade, este psicopata pode ter estes benefícios acima e ele realmente é um perigo para a sociedade.

Alexandre Franco: 24 anos /3 = 8 anos para pedir a semi-liberdade como ele já cumpriu 1 ano, em 2009 poderá ter a semi-liberdade e com 2/3 da pena a condicional.


A vida humana vale muito pouco no Brasil, não importa quantos anos um assassino pegue de pena, ele só fica realmente preso 10 anos e ainda nestes 10 anos tem os indultos de Natal, de Páscoa, de Dia do Pais e etc....quando são concedido "passes" para os presos irem "passear" e muitos não voltam, também eles tem direito a visitas incluso as intimas, recebem auxílio reclusão de R$ 862, se tiverem contribuído para o INSS, é sustentado pelo estado e não trabalha. Isso é justiça!?! Em outros países um assassino é condenado a penas altas, geralmente perpétua ou até pena de morte. 


Esta tudo errado.......

Elizabeth Metynoski

13/03/2012

DESAPARECIDA: JOANA XAVIER DE SOUZA LISBOA 33 ANOS






Joana desapareceu no dia 13/ 03/2011, com 33 anos na época, ela saiu da Pensão Protegida Horizonte Aberto que fica na Praia de Canasvieiras - Florianópolis - Santa Catarina e nunca mais foi vista. Era um domingo e chovia muito, ela estava com calça jeans, blusa azul ou branca, chinelos havaianas. Ela tem 1.58 m de altura e estava com 48 kg, tem cabelos na altura do ombro, loiro arruivado, tem duas tatuagens, sendo uma na perna e outra no ombro de flores e beija-flor, ambas antigas, estava depressiva por isso estava descasando na pensão quando desapareceu.
Pedimos ajuda para encontrá-la, informações podem ser dadas:

Delegacia Canasvieiras - Florianópolis - (48) 3261-0555 
Sra. LENORE - (48) 84345868 

09/03/2012

Só faltavam 3 dias - Ele matou às vésperas de fazer 18 anos. E recebeu uma pena de somente um ano e oito meses de prisão

Fonte: Revista Época - Jornalista: Wálter Nunes - Foto: Thais Antunes/ÉPOCA


A morte de Rodrigo Damus, estudante de Jornalismo de 20 anos, é simbólica quando se discute maioridade penal. Ele foi assassinado em São Paulo no dia 27 de setembro de 1999, em uma tentativa de assalto. Quem planejou o roubo e puxou o gatilho da arma que matou Rodrigo foi Rogério da Silva Ribeiro. Uma semana após o homicídio, Rogério foi preso pela polícia junto com três companheiros. Confessou o crime. Rogério tinha 17 anos e 362 dias de idade quando matou Rodrigo. Por conta das 72 horas que faltavam para o aniversário de 18 anos, Rogério hoje está livre. 





O ferimento causado por um maior ou um menor provoca a mesma dor" 

Jorge Damus Filho, pai de Rodrigo Damus, assassinado em setembro de 1999 em São Paulo



Ele saiu da cadeia em 2001, depois de ter cumprido pena de um ano e oito meses de reclusão em uma instituição de recuperação de jovens criminosos. Representa menos de um décimo da condenação dos três comparsas maiores de idade que o acompanharam no dia do assassinato. Eles foram condenados a 22 anos de reclusão e continuam presos. A regalia de Rogério se deve ao fato de que ele foi julgado sob a proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O pai de Rodrigo, Jorge Damus Filho, fundou o Movimento de Resistência ao Crime, que luta pela diminuição da maioridade penal. "Não quero vingança, quero justiça. O ferimento causado por um menor ou por um maior provoca a mesma dor", diz Jorge. 


Os três cúmplices do crime pegaram pena 11 vezes maior que o assassino. E continuam presos

O assalto havia sido planejado para conseguir dinheiro para a festa de aniversário de Rogério. Ele e os amigos tinham programado uma festa. Rogério fez as contas de gastos e achou que precisava de R$ 500, segundo seu depoimento à polícia. Resolveu roubar um carro para obter o dinheiro. Na noite do assassinato de Rodrigo, ele e os três companheiros se esconderam à beira do cruzamento de uma grande avenida na zona sul de São Paulo. Atacaram Rodrigo quando o automóvel Gol, dirigido por ele, parou no sinal vermelho. O estudante de Jornalismo acabara de se despedir da namorada, após um dia de estudos e trabalho.
A quadrilha saiu gritando em direção ao veículo: "Sai do carro, sai do carro!". Rodrigo tentou obedecer à ordem dos bandidos, mas, quando se debruçou para abrir o cinto de segurança, recebeu um tiro. Assalto frustrado, os quatro jovens saíram correndo. Deixaram para trás o rapaz agonizando. O tiro atravessou a axila esquerda de Rodrigo e perfurou seu coração. As pessoas que estavam no local socorreram o rapaz, levaram-no para o hospital, mas ele não resistiu. "Meu filho não reagiu. Morreu porque foi tirar o cinto de segurança. Esses assassinos mataram também a mim e a toda a nossa família", diz Jorge Damus Filho, pai de Rodrigo.
Comentário: Por causa de 3 dias ele respondeu ao crime como menor, que teoricamente deveria ter um mínimo de pena - isso como menor - de 3 anos conforme prevê o ECA - mas nem isso deram, somente 1 ano e oito meses de reclusão, ai liberdade total e detalhe com "ficha limpa", pois a nossa Lei prevê isso também que o "menor infrator" ao completar 18 anos ganha a "ficha limpa". Os outros cúmplices pegaram 22 anos e estão ainda reclusos e o que matou com apenas 1 ano e oito meses está solto, isso é um absurdo! Ninguém vai me convencer que o menor assassino não sabia o que estava fazendo, por acaso existe um toque mágico que faz "os menores criminosos" começarem a entender seus crimes somente a partir da 0 hora do dia que ele completa 18 anos, balela!!!! Eles sabem muito bem o que estão fazendo, hoje com o nível de informação disponível aos menores de idade é impossível não saber das consequencias de seus atos e no caso deste "menor assassino", ele matou para fazer uma festa de aniversário! Quer motivo mais torpe que este? Gente...esta tudo errado neste país!!!! O Rodrigo era um jovem que estudava jornalismo, trabalhava, respeitava as leis, vivia uma vida digna e honrada, mas quem se importa?! AH...sim os país e familiares apenas, porque ninguém mais está nem ai: nem os ditos direitos humanos, nem nossos legisladores, muito menos quem deu esta "pena" ou ao meu ver "presente" de 1 ano e oito meses....Defensores dos menores infratores e das Leis brandas para eles, tem aos montes, quando nós que defendemos a redução da maioridade penal falamos, eles caem de pau em cima, mas eu pergunto: foi o filho deles a vítima? Ou ainda eles levariam para casa um destes "menores" para conviver com os seus? É claro que não! Defender na teoria é muito fácil, mas vá um deles ter um filho assassinado por um destes menores para ver o que é na pele. E ver a impunidade destes menores é a segunda pior parte, por isso a famosa frase deles: "-Não dá nada!" e eles tem razão não dá nada mesmo! Eles são os "007 Tupiniquins" ou seja receberam licença para "matar" e ficar impunes.

Elizabeth Metynoski

08/03/2012

Brasil tem 67 cidades com índice de homicídio maior que o Iraque, diz estudo


Com taxa acima de 65 mortes/100 mil moradores, 3 capitais estão no ranking de mais violentos

14 de dezembro de 2011 | 17h 45 fonte - estadão.com.br


SÃO PAULO - A cidade baiana de Simões Filho, com 116 mil habitantes, foi o município brasileiro mais violento entre 2008 e 2010, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari nesta quarta-feira, 14. Nesse período, a cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador registrou 146,4 assassinatos por 100 mil habitantes.
O segundo lugar é Campina Grande do Sul, no Paraná, com 130 homicídios por 100 mil habitantes no período. Outra cidade baiana, a turística Porto Seguro, encontra-se entre as cinco mais violentas do Brasil, com 108 assassinatos por 100 mil habitantes.
O levantamento mostra que, na média, 67 cidades brasileiras ficaram com o índice de homicídios acima do registrado no Iraque no período de guerra. O país do Oriente Médio teve um índice de 64,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Três capitais estão na listagem de mais violentos do que o país em conflito: Maceió (9.º), Recife (43.º) e Vitória (em 52.º).
De acordo com o pesquisador da Sangari, Julio Jacobo Waisefisz, o cenário da violência tem se descentralizado e aumentado no interior dos Estados. "(Houve) o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país", disse à BBC Brasil.

Brasil contabiliza 1 milhão de homicídios em 30 anos, aponta Mapa da Violência

Segundo levantamento, média anual supera a de mortes violentas em guerras internacionais

14 de dezembro de 2011 | 13h 21 fonte o estadão.com.br

SÃO PAULO - Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira.
O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios - 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados "seguros".
Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano - o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.
A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito). "O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil.
"Segundo essas mesmas estatísticas (feitas a partir de dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde), ocorreram, em 2010, quase 50 mil assassinatos no país, com um ritmo de 137 homicídios diários, número bem superior ao de um massacre do Carandiru por dia", diz o estudo, em referência à morte de 111 presos no centro de detenção do Carandiru (SP), em 1992.

Brasil 3º lugar em Homicídios na América Latina 


O relatório revela ainda que, na contramão da maioria dos países da Ásia, Europa e América do Norte, que desde 1995 vêm registrando uma redução nas taxas de homicídio, a América Central e o Caribe têm verificado um aumento nesses índices e hoje se aproximam de um cenário considerado de "crise" pela agência.



Nos últimos cinco anos as taxas de homicídios cresceram em cinco dos oito países centro-americanos, sendo que em algumas nações elas mais do que dobraram. O relatório atribui o aumento a flutuações no tráfico de cocaína na região e à competição entre grupos rivais de traficantes, particularmente quando há queda no fluxo de drogas.


"Para impor sua autoridade, marcar território ou desafiar autoridades, grupos criminosos organizados também usam violência letal indiscriminada que pode não ser atribuída diretamente ao tráfico de drogas, mas resultou, nos últimos anos, no assassinato de numerosos representantes do Estado, funcionários eleitos e agentes de segurança, assim como membros gerais do público", diz a agência.


Conflitos armados


Os maiores índices de homicídio na América Central e no Caribe foram registrados em Honduras (82,1), El Salvador (66), Jamaica (52,1) e Belize (41,7).


O México, palco de numerosos assassinatos relacionados ao narcotráfico nos últimos anos, ostenta índice bastante inferior aos desses vizinhos, de 18,1 mortes por 100 mil habitantes. Isso ocorre porque, ainda que as taxas de homicídios sejam especialmente elevadas no norte do país, em outras regiões elas são bem mais baixas.


Os índices de homicídios na América Central são bastante superiores aos de países que vivenciam ou vivenciaram conflitos armados ou catástrofes naturais recentemente, como Haiti (6,9), Iraque (2) e Afeganistão (2,4).


O estudo afirma, no entanto, que a falta de dados históricos sobre homicídios no Afeganistão e no Iraque impede que se descubra se há tendência de aumento ou redução dos índices nesses países.


Já o sul e oeste da Europa concentram algumas das taxas mais baixas de homicídio do mundo, com destaque para Mônaco (0 morte por 100 mil), Áustria (0,5) e Eslovênia (0,6).


São Paulo e Rio de Janeiro


O estudo da ONU afirma ainda que as diferentes tendências nas taxas de homicídio nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo mostram que as políticas de prevenção de crime adotadas por governos locais podem ter impacto considerável nos índices de criminalidade.


O estudo compara a evolução nos índices de homicídios nas duas cidades desde 2001. À época, São Paulo tinha uma taxa de homicídios próxima de 120 por 100 mil habitantes, superior à do Rio, de cerca de 105 por 100 mil habitantes.


Em 2009, no entanto, São Paulo conseguiu reduzir sua taxa para 40 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto no Rio o índice permanecia próximo de 100 mortes por 100 mil.


“As tendências muito diferentes nos índices de homicídio em São Paulo e no Rio de Janeiro mostram que as políticas de prevenção desses crimes podem fazer uma verdadeira diferença a nível local”, afirma o estudo.


O relatório, que compila dados de homicídio em 207 países, diz que, na primeira década deste século, o Brasil implantou leis que dificultam o acesso a armas de fogo e promoveu campanhas de desarmamento.


"Em nível nacional, essas medidas provavelmente contribuíram para a ligeira queda em taxas de homicídio após 2004, mas o impacto foi consideravelmente mais forte em São Paulo, onde a aplicação dessas medidas foi especialmente eficiente também devido a esforços pré-existentes para combater crimes violentos através de novos métodos de policiamento".


Apesar da tendência de baixa na última década, os índices de homicídios dolosos (com intenção de matar) em São Paulo subiram 23,8% em agosto deste ano em comparação com o mesmo mês de 2010, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Foi o segundo mês consecutivo de aumento nos casos de homicídios na cidade em relação ao mesmo mês do ano anterior.


Disparidades regionais


O relatório afirma ainda que, assim como em outros países da América Latina, como México, Colômbia e Peru, o Brasil apresenta grandes diferenças regionais em seus índices de homicídios.


Um mapa do continente americano com divisões por estados revela que, enquanto em Alagoas a taxa de homicídios é superior a 60 por 100 mil habitantes (a mais alta do país e equivalente à dos estados mais violentos do México), em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Roraima, ela está entre 5 e 14,9 homicídios por 100 mil — dado comparável aos índices de quase todos os Estados do sul dos EUA.


De acordo com o estudo, grandes cidades tendem a favorecer a ocorrência de crimes violentos, especialmente quando sofrem com desigualdade, segregação e pobreza.


"Avanços em condições sociais e econômicas estão ligados à redução de crimes violentos. A agenda de desenvolvimento deve incluir políticas de prevenção e o fortalecimento da aplicação da lei tanto em nível nacional quanto internacional", conclui o relatório.




Fonte: Uol Notícias

Comentário: Já existe pena de morte no Brasil e esta aplicada aos inúmeros cidadãos de bem, gente inocente que diariamente trabalha, dá duro para sustentar suas famílias, que paga impostos, tarifas e tributos a um governo que não garante o mínimo direito garantido pela Constituição brasileira a estes, que é o direito de ir e vir em segurança e o direito a VIDA. E ainda, este governo abranda as Leis, como exemplo a Lei 12.403 - que nós "carinhosamente" apelidamos de "Lei da Impunidade", lei esta que estava transmitando a uns bons anos em Brasília e resolveram aprovar para resolver o problema da super população presidiária, porque sai bem mais barato pro Governo esvaziar os presídios do que construir novos. Para a ONU a taxa de homicídios aceitável 10 por um grupo de 100 mil habitantes, abaixo deste índice se encontram muitos países, como Canadá, Estados Unidos e boa parte dos países da Europa e Ásia. A ONU associa a violência ao narcotráfico e as 
disparidades do desenvolvimento econômico. No Brasil junta-se o narcotráfico, com o crime organizado, com os menores infratores para os quais existem vários mecanismos de impunidade, as leis brandas que soltam ou aliás agora nem prender prendem mais os maiores criminosos e isso tudo virou uma grande epidemia que esta longe de ser solucionada. O que o cidadão de bem pode fazer? Rezar para que ele ou um ente querido seu não seja a próxima vítima? A meu ver o cidadão de bem tem que começar a "Gritar" e "Exigir" que seus direitos mínimos sejam respeitados ou aceitar pacificamente a "Pena de Morte" para sí e para os seus.


Elizabeth Metynoski




02/03/2012

Mapa da Violência 2012 - Os Novos Padrões da Violência Homicida no Brasil




Saiu o novo Mapa da Violência no Brasil, como os anteriores é de autoria de Julio Jacobo Waiselfisz e podemos ter acesso a ele na integra pelo link: http://www.sangari.com/mapadaviolencia/pdf2012/mapa2012_web.pdf


Evolução Geral de Homicídios


No histórico de 30 anos que atualmente disponibiliza o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, podemos ver que o Brasil passou de 13.910 homicídios em 1980 para 49.932 em 2010, um aumento de 259% equivalente a 4,4% de crescimento ao ano. Passamos de 11,7 homicídios em 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Um aumento real de 124% no período ou 2,7% ao ano. 


Para se ter um comparativo, vamos analisar as mortes durante Guerras Declaradas em alguns países:


- Chechêna e Russia - duração 2 anos - número total de mortos 50.000
- Etiópia e Eritréia - duração 2 anos - número total mortos 50.000 
- Guerra do Golfo - duração 1 ano - número total de mortos 10.000
- El Salvador - duração 12 anos - número total de mortos 80.000
- Nicarágua - duração 7 anos - número total de mortos 30.000
- Timor Leste - duração 26 anos - número total de mortos 100.000
- Kurdos - duração 39 anos - número total de mortos 120.000
- Moçambique - duração 13 anos - número total de mortos 35.000
- Israel e Palestina - duração 53 anos - número total de mortos 125.000
- Somália - duração 18 anos - número total de mortos 30.000
- Camboja - duração 18 anos - número total de mortos 25.000
- Irlanda do Norte - duração 26 anos - 3.100


Morrem mais pessoas no Brasil por ano que nas Guerras Declaradas.


- Se analisarmos o período de 2002 a 2010 por grupos raciais o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 13.668, o que representa uma queda da ordem de 27,5% e entre os negros o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.952 para 33.264, equivalente a um crescimento de 23,4%. 


- Em 2010 pelos últimos dados disponíveis dos 49.932 homicídios registrados pelo SIM, 45.617 pertenciam ao sexo masculino (91,4%) e 4.273 ao feminino (8,6%).


- As taxas mais elevadas concentram-se na faixa dos 15 aos 24 anos se estendendo, de forma também intensa, até os 29 anos.  Em 2010, quase 3/4 da mortalidade juvenil – 73,2% – deve-se a causas externas (ou também, causas violentas, como costumam ser denominadas). E o principal responsável por essas taxas são os homicídios, os quais foram responsáveis por 38,6% de todas as mortes de jovens neste ano. Se formos analisar os últimos 30 anos, veremos que os índices de mortes entre a população jovem pulou de 17,2  para 50,4 por 100 mil, demonstrando que ouve uma verdadeira "explosão" de violência entre a população jovem brasileira.