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19/06/2011

"Lei da impunidade" - Lei 12.403 vai libertar mais de 100 mil presos


Foto: Elizabeth Metynoski

Só no estado de São Paulo existem 54 mil detentos aguardando julgamento que podem ser beneficiados com a nova regra




Fonte: Diário de São Paulo - Matéria Publicada em: 18/06/11 - Jornalista: CRISTINA CHRISTIANO 


Mais de 100 mil presos que aguardam julgamento em presídios brasileiros serão beneficiados pela Lei 12.403 - já batizada nos meios jurídicos de "lei da impunidade" - que entra em vigor em 4 de julho com mudanças no Código de Processo Penal. A estimativa é da ONG Movimento Viva Brasil, com base em estatísticas do Ministério da Justiça sobre a situação do sistema penitenciário.

Um dos artigos mais polêmicos é o 283, que trata da prisão. "Ninguém poderá ser preso senão em flagrante ou por ordem do Judiciário em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado (que teve todas as possibilidades de recursos esgotadas) ou no curso da investigação ou do processo."

Em caso de flagrante, o delegado terá 24 horas para encaminhar os autos ao juiz, que analisará a situação do suspeito. Ele pode ratificar a medida, convertendo-a em prisão preventiva ou conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.

EFEITO RETROATIVO 
Segundo o advogado Mauro Otávio Nacif, como a lei tem normas mistas, que tratam da situação processual e penal,  seu efeito é retroativo. Ela atinge a todos que aguardam julgamento e preenchem os requisitos para a concessão da liberdade provisória. "O artigo 5 , inciso 40, da Constituição Federal diz que vale a lei mais benéfica  ao réu."
Já em relação a condenados a penas iguais ou inferiores a 4 anos, explica Nacif, que pela nova lei terão de ser beneficiados com medidas alternativas, o juiz deve determinar a soltura imediata, sob pena de cometer abuso de autoridade.

Outra questão polêmica da lei é em relação aos reincidentes. Caso uma pessoa que esteja recorrendo a uma condenação por homicídio, por exemplo, cometa um crime apenado até 4 anos, ela não poderá ser presa. A legislação brasileira diz que só é possível considerar alguém culpado após o Supremo Tribunal Federal analisar o último recurso a favor dela. Por essa razão, alguns juristas dizem que a lei evitará a prisão de inocentes e dará a ricos e pobres direitos iguais de defesa.

Lei determina nove medidas alternativas
O juiz só poderá ratificar prisão após aplicar nove medidas alternativas a quem comete crime com pena  igual ou inferior a 4 anos: exigir comparecimento periódico em juízo, proibir acesso a determinados locais, proibir contato com pessoa relacionada ao fato, impedir saída da cidade, exigir recolhimento em casa à noite, suspender atividade econômica,  internar, arbitrar fiança ou monitorar eletronicamente.

18.805 
estão condenados em SP a pena de 4 anos

Valor da fiança será de acordo com o perfil
Quando o juiz optar pelo pagamento de fiança a lei determina que deverá observar a situação econômica do suspeito para estipular um valor. O suspeito perde o direito se já tiver condenação com todos os recursos julgados ou se cometer crimes considerados inafiançáveis.

Descumprimento complica suspeito
O criminoso que descumprir qualquer uma das medidas alternativas impostas pelo juiz terá imediatamente a prisão preventiva decretada e sua situação se complicará.

60 mil cumprem no país pena de até 4 anos

Opinião
Benê Barbosa,  advogado e presidente da ONG Movimento Viva Brasil
Milhares de Pimenta Neves!

A prisão do jornalista Pimenta Neves, em maio, encerrou um dos mais emblemáticos casos associados à impunidade no Brasil, no qual um assassino confesso ficou em liberdade mais de uma década aguardando a Justiça determinar a sua prisão. Mas o que dizer se, de agora em diante, casos como o dele  passarem a ser a regra no país?

É justamente esse risco que preocupa juristas e especialistas em segurança pública com a Lei 12.403. Ela reduz hipóteses de prisões em flagrante e preventiva e as substitui por medidas alternativas que deixam o criminoso em liberdade. Pelos termos da lei, apenas poderão ser presos autores de crimes como homicídio qualificado, latrocínio e tráfico. Para outros, aí incluídos o homicídio simples e o roubo, a prisão passa a ser o último recurso, somente possível após a aplicação de penas alternativas.

A adoção de penas alternativas tem se mostrado, sistematicamente, ineficaz como medida punitiva, pois sequer se consegue fiscalizar seu cumprimento. Basta observar o que ocorreu com a tentativa de implantar o monitoramento eletrônico de presos em liberdade provisória para ver o quão equivocada é a nova lei. Se mesmo presos com dispositivo eletrônico simplesmente os cortavam e não davam mais satisfação à Justiça, não há a menor possibilidade de se assegurar o cumprimento de qualquer pena que preserve a  liberdade.

A lei sequer considera a realidade prisional, pois casos de reincidência de criminosos postos em liberdade provisória, como nas concessões de indulto, liberdade condicional e autorizações para afastamento em feriados, comprovam ser equivocado manter junto à sociedade quem se dedica ao crime. Se mesmo tendo sido preso grande parte dos condenados volta a praticar delitos na primeira oportunidade, sem receio da recaptura, imagine o que vai acontecer se não houver nem mais o risco de prisão.

O único efeito prático da nova lei é aumentar a já alarmante sensação de impunidade.


Comentário: Com esta nova Lei, nova mais ou menos porque ela tramitava em Brasilia a 12 anos, só agora que eles a aprovaram, mas esta aprovação é para esvaziar os presídios. É mais simples esvaziar os presídios que investir neles ou construir novos, dos 496 mil presidiários existentes no Brasil hoje, com esta nova lei em torno de 40% sairão livres. Os presídios estão em festa! 


E tem mais, antes quem arbitrava a fiança era o juiz, agora os delegados passam a arbitra-la. Um exemplo: você esta indo na rua, te assaltam, a polícia pega o cara, vocês vão para a delegacia, o delegado arbitra a pena e o marginal paga com o dinheiro que roubou de você e sai livre, rindo da sua cara!  


Saiu a pouco em um jornal de Londres uma reportagem sobre o uso das tornozeleiras eletrônicas na Inglaterra, dizia que mesmo com toda tecnologia que eles tem para isso é quase impossível controlar 100%. Imagine aqui, que não existe tecnologia implantada para isso e ainda com um território imensamente maior que o Inglês, aqui os presos simplesmente cortam as tornozeleiras e somem, como já aconteceu.


Detalhe: esta Lei se enquadra para qualquer crime, inclusive homicídio, só se vai preso no Brasil agora após condenado em última instancia. Somente não cabe para os casos de crimes hediondos: Homicídio quando praticado em atividade típica de extermínio - ainda que cometido por um único agente, homicídio qualificado, latrocínio (roubo seguido de morte), extorsão qualificada pela morte, extorsão mediante sequestro e na forma qualificada, estupro, estupro de vulnerável, epidemia com resultado de morte, falsificação - corrupção - adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, crime de genocídio, tráfico de entorpecentes, tortura e terrorismo. 


Esvazia-se as prisões e lotam-se os cemitérios. E viva a impunidade!


Elizabeth Metynoski

18/06/2011

Tráfico de órgãos acusados vão a júri após 24 anos


Sob pressão da Corregedoria Geral da Justiça, julgamento foi marcado para o dia 17 de outubro



Fonte: Jornal O Vale de Taubaté - Reportagem de Luara Leimig publicada em 18/06/11

                                                                 Roosevelt de Sá Kalume

Depois de mais de 24 anos e sob pressão da Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo, a Justiça de Taubaté marcou para às 9h do dia 17 de outubro de 2011 o júri popular que vai levar ao banco dos réus os médicos acusados de integrar um esquema de tráfico de órgãos.

Conhecido como caso Kalume, devido ao médico Roosevelt de Sá Kalume que denunciou o esquema em 1986, o processo se arrasta e desde 2009 estava aguardando somente a designação de uma data para a realização do júri popular.

De acordo com a denúncia da época, os médicos retiravam os órgãos de pacientes ainda vivos e depois provocavam a morte deles. Os órgãos seriam vendidos em um suposto esquema internacional de tráfico órgãos. 

No inquérito policial presidido pelo delegado Roberto Martins de Barros e que durou 11 anos, foram investigadas diversas vítimas, mas ao final os laudos comprovaram o crime com pelo menos quatro pacientes.

Julgamento. Além do depoimento dos réus, da promotoria e da defesa, no júri serão interrogados 12 testemunhas de defesa e sete de acusação. Outras duas testemunhas de defesa e 9 de acusação serão ouvidas por carta precatória.

Depois de todos estes interrogatórios, e dos debates entre defesa e promotoria; um Conselho de Sentença formado por sete pessoas da sociedade civil sorteadas no dia do júri, irá então se reunir para votar pela condenação ou absolvição dos réus.

O promotor que irá atuar no júri ainda não foi definido, e será designado pela procuradoria nos próximos dias.

Devido a complexidade do caso, a quantidade de testemunhas e o tamanho do processo que já soma 54 volumes, a expectativa é que o júri dure pelo menos três dias.

CPI. Devido à gravidade das denúncias, que ganharam destaque nacional e internacional na época, o suposto caso de tráfico de órgãos de Taubaté em 2003 foi alvo de investigação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). 

Na época, os deputados convocaram todos os envolvidos a prestar depoimentos, entre eles duas enfermeiras que teriam presenciado a retirada ilegal dos órgãos.

Em um dos depoimentos, a enfermeira Rita Maria Pereira revelou ter presenciado os médicos retirando os rins de um paciente que ainda se debatia na maca. “...O tempo todo o paciente gemia de dor, sentiu quase toda a cirurgia e ao final estava quase consciente tentando sentar-se na maca...um residente assustado com a situação perguntou o que fazer com o paciente que não parava de se debater após a retirada do rim. Na sequência, Pedro Henrique voltou a sala e falou, ‘é tão simples’, e afundou o bisturi no coração do paciente”, (trecho extraído do relatório da CPI). 

Defesa diz que réus 'almejam júri'Taubaté

Todos os médicos denunciados continuaram exercendo a medicina e aguardam o júri em liberdade.

Segundo o advogado Sérgio Badaró, advogado do médico Mariano Fiore Junior, o julgamento é um procedimento normal dentro do desenvolvimento do processo e a defesa já aguardava. “Ele sempre negou todas as acusações”, disse.

Já a defesa dos médicos Pedro Henrique Masjuan Torrecilas e Rui Noronha Sacramento está sendo feita por Romeu Goffi. De acordo com Goffi, o quarto réu, Aurélio de Carvalho Monteiro, que também era defendido por ele, faleceu recentemente. “Todos almejam o júri. A intenção é provar a inocência e acabar de uma vez com todo este desgaste”, afirmou Goffi.
 ENTENDA O CASO
O caso 
O caso de tráfico de órgãos envolvendo quatro médicos de Taubaté foi denunciado pelo médico Roosevelt de Sá Kalume e teria ocorrido em 1986 no antigo Hospital Santa Isabel de Clinicas, onde hoje funciona o Hospital Regional

Esquema
De acordo com a denúncia, os médicos retiravam órgãos de pacientes que ainda não apresentavam morte cerebral e depois provocavam a morte de pacientes. Os órgãos seriam traficados para transplantes, dentro de um esquema de tráfico de órgãos. Durante o inquérito policial que se arrastou por 11 anos, exames comprovaram que pelo menos 4 pacientes tiveram os órgãos retirados ainda vivos

Corregedoria
Desde 2009, o processo aguardava apenas uma data para o julgamento e a demora chamou a atenção da Corregedoria da justiça, que desde o ano passado passou a cobrar explicações da Justiça de Taubaté, e só agora a data foi definida . A expectativa é que o júri do caso que tem mais de 54 volumes de processo demore pelo menos três dias. 

Comentário de Elizabeth Metynoski: 
Como no Caso Paulinho, onde houve a retirada de órgãos com o menino ainda vivo. A CPI sobre o Tráfego de Órgãos virou "pizza" e os responsáveis estão livres, só quem pagou o preço por denunciar foi o pai do Paulinho, Paulo Pavesi, que se viu obrigado a pedir asilo na Itália, onde mora atualmente, devido as ameaças que sofria aqui no Brasil. Tráfego de Órgãos não é Lenda Urbana, existe sim, só que rola muita grana e os envolvidos são influentes...ai já viu...joga-se para "baixo do tapete" e quem tenta denunciar é perseguido e ameaçado.

17/06/2011

Ex-deputado Carli Filho vai a júri popular



Fonte: Bom Dia Paraná - 16/06/11 - TV Paranaense/Globo

Decidido por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, em Curitiba, na quinta-feira (16) o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho irá a júri popular por duplo homicídio simples praticado na modalidade de dolo eventual (quando assume o risco do resultado). Mas o  advogado do ex-deputado, René Ariel Dotti, declarou que irá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Houve já um abrandamento, o tribunal mudou a acusação e retirou a qualificadora, considerando apenas duplo homicídio simples por dolo eventual, que dá de seis a 20 anos de prisão, em vez dos 30 anos se tivessem mantido a acusação anterior.

Lançamento do livro Gabriela Sou da Paz escrito pela filósofa Claudia Castro




No próximo dia 1 de Julho será feito o Lançamento do livro Gabriela Sou da Paz escrito pela filósofa Claudia Castro, que acompanhou toda a trajetória dos pais de Gabriela, com relatos e depoimentos de amigos e parentes de Gabriela com passagens emocionantes e intrigantes.

O livro ainda abre uma discussão sobre as verdadeiras causas da violência e solução.

Dia: 1 de Julho de 2011 - Sexta-Feira
Hora: 18:30h
Local: Livraria Saraiva - Shopping Tijuca, 1º piso - Rio de Janeiro - RJ

Contamos com vocês,

Grande abraço.

Santiago - Pai de Gabriela.

13/06/2011

Caso Abner Elias Cologi Taborda e Fernando Iskiersi ainda sem solução após 6 meses


O que aconteceu: dia 02/12/2010 os soldados do Exército Abner Elias Cologi Taborda e Fernando Iskiersi ambos com 19 anos são assassinados no Uberaba, após sair do Rancho Brasil. O amigo Nei da Silva Pinheiro, 19 anos que estava junto fica gravemente ferido. Segundo a polícia, após uma discussão no estacionamento do Rancho Brasil o Gol branco onde as vítimas estavam foi perseguido por um veículo Punto vermelho, a perseguição os alcançou na Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres) na Curva do Tomate, onde o Gol foi metralhado com pelo menos 15 tiros. Após metralhar o carro dos rapazes os assassinos fugiram em direção a São José dos Pinhais. Mas as imagens das câmeras internas e externas (estacionamento) do Rancho Brasil não mostram qualquer tipo de briga ou conflito. O guardador de carros da churrascaria ao lado ouviu a discussão, que teria ocorrido na rua e não no estacionamento. Além disto, há imagens das câmeras da churrascaria, que podem ter captado a briga e as imagens da empresa Climasul, que fica na Curva do Tomate, bem onde ocorreu o crime. Da da casa noturna até lá há dois radares que podem ter captado os veículos e as placas. A arma usada foi uma pistola 9 mm, Abner e Fernando morreram na hora com tiros na cabeça e pescoço. 

Além de militares lotados no 5.º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (Gacap), no Quartel do Boqueirão, Fernando e Abner eram atletas que se destacavam em competições e não tinham vícios.


No dia 17/02/2011 os noticiários da capital anunciaram que o suspeito do assassinato dos rapazes havia sido localizado através das peças de um Punto vermelho. A notícia foi que as peças de um veículo ligavam dois crimes envolvendo frequentadores do Rancho Brasil. Que o suspeito teria sido preso, no caso um tal Sérgio de 20 anos. A Delegacia de Homicídios disse ser ele o principal suspeito de matar os militares Fernando Iskiersi e Abner Elias Cologi Taborda e que as câmeras de segurança filmaram o Punto vermelho do atirador, que a polícia descobriu que a placa havia sido adulterada. “Apuramos que, após o crime, esse carro foi batido e remontado, numa oficina em São José dos Pinhais. O veículo não foi localizado, mas descobrimos que algumas peças foram colocadas no Punto usado no homicídio ocorrido no estacionamento do Rancho Brasil”, explicou a delegada Maritza Haisi. O segundo crime aconteceu na madrugada de 27 de janeiro e vitimou o motoboy Guilherme Henrique Dreer, 21, que morreu cerca de 10 dias depois no Hospital Cajuru.


Desde esta ultima notícia o caso esta parado, segundo as informações dadas a família do Fernando, o tal suspeito nada tinha a ver com o caso dos rapazes. O inquérito esta parado na Delegacia de Homicídios de Curitiba,  20 dias atrás a mãe do Fernando esteve na Delegacia procurando informações, em conversa com o Dr. Jaime (delegado responsável pelo caso), o mesmo informou que não tinha conhecimento do caso e não havia lido autos do inquérito. Na terça feira dia 07/06 ela voltou a delegacia, mas não conseguiu falar com o Dr. Jaime. 


Fernando  Iskiersi 

Para uma mãe é difícil perder um filho assim, assassinado friamente e pior ainda é não ter os assassinos identificados e presos. Que acontece: Descaso? Falta de vontade da policia? São 6 meses e nada se apurou! Queremos respostas!


Elizabeth Metynoski

06/06/2011

Desarmamento: Verdades e Mentiras



História para quem esqueceu, ou nunca soube:

Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira. De 1929 a 1953, 
cerca de 20 milhões de dissidentes, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira. De 1915 a 1917, um milhão e meio de 
armênios, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira. De 1939 a 1945, 13 milhões de 
judeus e outros "não arianos", impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1935, a China desarmou a população ordeira. De 1948 a 1952, 20 milhões de 
dissidentes políticos, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira. De 1964 a 1981, 100.000 índios 
maias, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira. De 1971 a 1979, 300.000 cristãos, 
impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira. De 1975 a 1977, um milhão de 
pessoas "instruídas", impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Pessoas indefesas caçadas e exterminadas nos países acima, no século XX, após o 
desarmamento da população ordeira, sem que pudessem se defender: 56 milhões.

Há doze meses o governo da Austrália editou uma lei obrigando o proprietários de armas 
a entregá-las para destruição. 640.381 armas foram entregues e destruídas, num programa que custou aos contribuintes mais de US$ 500 milhões. Os resultados, no primeiro ano, foram os seguintes: Os homicídios subiram 3.2%, as agressões 8.6%, os assaltos a mão armada 44%. Somente no estado de Victoria, os homicídios subiram 300%. Houve ainda um dramático aumento no número de invasões de residências e agressões a idosos. Os políticos australianos estão perdidos, sem saber como explicar aos eleitores a deterioração da segurança pública, após os esforços e gastos monumentais destinados a "livrar das armas a sociedade australiana".
Naturalmente, a população ordeira entregou suas armas, enquanto os criminosos ignoraram essa lei, como já ignoravam as demais.

O mesmo está acontecendo no Reino Unido. País tradicionalmente tranqüilo, onde 
até a polícia andava desarmada, adotou o desarmamento da população ordeira. Pesquisa realizada pelo Instituto Inter-regional de Estudos de Crime e Justiça das Nações Unidas revela que Londres hoje é considerada a capital do crime na Europa. Os índices de crimes a mão armada na Inglaterra e no País de Gales cresceram 35% logo no primeiro ano após o desarmamento. Segundo o governo, houve 9.974 crimes 
envolvendo armas entre abril de 2001 e abril de 2002. No ano anterior, haviam sido 7.362 casos. Ver maisOs assassinatos com armas de fogo registraram aumento de 32%. A polícia já está armada.

Nos Estados Unidos, onde a decisão de permitir o porte de armas é adotada 
independentemente por cada estado, todos os estados com leis liberais quanto ao porte de armas pela população ordeira têm índices de crimes violentos em muito inferiores à média nacional, enquanto os estados com maiores restrições ostentam índices de crimes violentos expressivamente superiores à média nacional. Washington, onde a proibição é total, é a cidade mais violenta dos EUA.

Você não verá as informações acima disseminadas na imprensa local. Com honrosas 
exceções, a imprensa está fechada as ONGs internacionais que pregam o desarmamento, por mais perigoso e ineficaz, Deus sabe com que propósitos.

Armas em poder da população ordeira e responsável salvam vidas e defendem 
propriedade. Leis de desarmamento afetam somente a população ordeira.

Em 2003, com a aprovação do absurdo Estatuto do Desarmamento, o Brasil iniciou 
o processo de desarmar a população ordeira. Salvo engano, isso quer dizer: Você. E se você não lutar contra isso, você ou sua família poderão ser as próximas vítimas indefesas.

Com armas, somos cidadãos. Sem armas, somos súditos. Quem desarma a vítima 
fortalece o agressor. Na hora do perigo, será que a polícia vai estar lá? Chamar a polícia pode levar alguns segundos, esperar por ela pode levar o resto da sua vida. Uma arma na mão é melhor que um policial ao telefone.

O Brasil tem a mania de andar na contra-mão da história. E aqueles que tomam, 
por nós, as decisões, estão confortavelmente protegidos pelo aparato de segurança do Estado, circulando em carros blindados, tudo pago pelo nosso dinheiro. A unica coisa que temem é o uso consciencioso do voto. Do nosso voto. Veja a declaração feita pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal Sr. Luiz Fux em entrevista ao G1 sobre o assunto logo após o Caso do Realengo:


G1 - Para o sr., o massacre de Realengo é um motivo suficientemente forte para ensejar uma nova consulta à população?
Fux - Eu acho que tinha que vir uma solução legislativa, sem plebiscito mesmo. Todo mundo sabe que o desarmamento é fundamental.

G1 - Mas em 2005 a maioria da população decidiu manter o livre comércio de armas.
Fux - É um exemplo de defesa do povo contra o povo. Eu acho que o povo votou errado. Para que serve você se armar? Quando você se arma, pressupõe que se vive num ambiente beligerante. Muito melhor é uma sociedade solidária, harmônica. Eu acho que os políticos têm que avaliar o clima de insegurança do país. E já há o Estatuto do Desarmamento. Tem que fazer valer a lei, implementar políticas públicas no afã de desarmar a população. Não tem que consultar mais nada. O Brasil é um país que tem uma violência manifesta. Tem que aplicar essa lei e ter política pública de recolhimento de armas. Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população.Ao G1, ministro do STF defende 'solução legislativa, sem plebiscito'. Para ele, 'povo votou errado' em 2005 ao manter comércio de armas.

A violência não vem da população ordeira! Vem dos marginais que andam por ai com armas ilegais! O Caso do Realengo foi com armas ilegais! E  a população ordeira vive em um ambiente beligerante, pois acontecem 55 mil mortes violentas ao ano no Brasil! Imagine um Ministro dizer que tem que impor um desarmamento da população ordeira, entrando em suas casas e revistando! Porque ele não manda entrar nos redutos da marginalidade ou ainda fechar os caminhos por onde entram as armas ilegais no País, pois em ambos os casos nossas autoridades sabem bem onde estão e não fazem nada! 


Quem não luta pelos seus direitos, não tem direitos.

Não atire para matar, mas atire para ficar vivo, para proteger sua família. Criminosos adoram o desarmamento 
das vítimas. Faz a atividade deles muito mais segura.


Elizabeth Metynoski

01/06/2011

Projeto Fórum Permanente de Combate à Violência Alexandre de Lima Moraes - um exemplo a ser seguido





O projeto surgiu em 2006, através de um convite do Prof. Adão Aparecido Xavier feito durante o velório de Alexandre de Lima Moraes ex-aluno do Colégio Helena Kolody em Colombo (região metropolitana de Curitiba) - Pr. O Prof. Adão A. Xavier chocado com o cruel assassinato de mais um jovem, viu a necessidade da comunidade refletir sobre a violência que cercava o Colégio e os moradores da região. 


O Projeto teve apoio do Sr. Neri Moraes (pai do Alexandre) e do Sr. João Benedito de Lima (tio do Alexandre), que apesar da dor tiveram a coragem de transformar a violência. O fórum tem como objetivos básicos: sensibilizar, mobilizar, formar, informar, cobrar direitos negados e propor ações que amenizem as várias manifestações da violência. O projeto tem tido um excelente resultado desde então entre a comunidade, os alunos e professores. Mantém um fórum permanente e também promove eventos como: I e II Conferência Livre de Educação e Violência em Colombo e a Conferência Municipal de Educação e Violência de Colombo em 2010.  Dentro da escola promove: grupos de teatro onde os temas são sempre voltados ao que os alunos vivenciam em seu dia a dia, grafitagem, música, dança e esportes.



Prof. Adão A. Xavier

Sr. Neri Moraes (pai do Alexandre)


Alexandre de Lima Moraes foi assassinado aos 20 anos de idade, cursava o último ano de Administração com Habilitação em Marketing na Faculdade Educacional de Colombo. Rapaz de boa índole, sem qualquer envolvimento com drogas, bebidas, brigas, etc.. Estudava no período da noite e trabalhavo durante o dia todo, no dia 21 de maio de 2006 (domingo), foi levar sua noiva em casa por volta das 19 horas e retornou as 23 horas, ao chegar no portão de casa foi esfaqueado. Foi socorrido pelo pai e levado ao pronto-socorro Alto Maracanã/Colombo, de onde foi transferido com o siate (corpo de bombeiros) para o Hospital Cajuru/Curitiba. Onde passou por cirurgia, vindo a falecer por volta das 3 horas da manhã do dia 22 de maio de 2006. A policia militar foi chamada, mas não compareceu ao local para registrar a ocorrência. Alguns dias depois compareceram na residência do Sr. Neri dois investigadores da Polícia Civil, demonstrando interesse na investigação do caso. Passados aproximadamente dois meses, o pai do Alexandre descobriu uma testemunha que havia presenciado o acontecido e o levou até a delegacia do Alto Maracanã, perante o delegado Dr. Amilton da Paz. A testemunha afirmou ter visto um homem moreno, bem vestido, trajando calça jeans, jaqueta bege de tecido, saindo do local com uma faca na mão. No entanto o delegado não pediu para que fosse feito o retrato falado do assassino. Além da testemunha foram apontados alguns suspeitos, mas a polícia não se interessou em interrogá-los. Após 5 anos a polícia ainda não tem nenhuma resposta para o caso. 

Alexandre de Lima Moraes

É realmente louvável esta transformação em prol da comunidade e da escola, por este motivo estão de parabéns o Prof. Adão e principalmente o Sr. Neri (pai do Alexandre) que trocou o LUTO pela LUTA por uma sociedade melhor e sem violência.

Elizabeth Metynoski
Movimento Giorgio Renan Por Justiça