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22/12/2011

Saidão de Natal mais Indulto de Natal - esvaziam-se os presídios!!!!


Nesta quinta feira saiu o decreto presidencial, publicado no Diário Oficial da União trazendo as regras do indulto de Natal que beneficia presos brasileiros neste fim de ano com o perdão de suas penas. O indulto concedido a presos que não tenham cometido crimes hediondos (tortura, terrorismo ou tráfico de drogas e entorpecentes) e que já tenham cumprido uma parte de suas penas com bom comportamento. Condenados a mais de oito anos e que já têm mais de 60 anos são desde que tenham cumprido pelo menos um terço da pena. Para quem já tem 70 anos, a exigência mínima é que tenha cumprido um quarto da pena. Também se beneficiam do indulto os presos que têm filhos menores de 18 anos ou com deficiência física que exijam cuidados especiais, desde que tenham cumprido ao menos um terço da pena, em qualquer regime. 

O indulto não deve ser confundido com o chamado “Saidão de Natal”, situação em que os condenados a cumprir pena em regime semiaberto são liberados para passar o período de festas em casa.


Diferença entre os Indulto de Natal e o Saidão de Natal:
Indulto - faz parte da Constituição Federal - artigo 84, XII - é concedido por Decreto Presidencial editado anualmente, nele é concedido perdão e a pena é extinta.
Saidão de Natal - Lei de Execução Penal Nº 7.210/84 - regulado por Portaria da Vara de Execuções Penais e é concedido em datas como Natal, Ano Novo, Páscoa, Dias dos Pais e etc.....

A Lei 12.403 - Lei da Impunidade libertou uma grande parte dos presos em junho e ainda evitou que muitos vão parar atrás das grades, junta-se o Indulto de Natal que vai dar o perdão e a extinção da pena a outra grande fatia do universo prisional brasileiro, tendo o Saídão de Natal como a cobertura deste "bolo da impunidade brasileira", pois uma boa parte dos presos do Saidão não retornam ao presidio.
Que resta ao brasileiro? Se fechar dentro de casa e pedir a Deus para que você ou um de seus entes queridos não venha a ser a próxima vítima?






Esta tudo errado, em vez de investir em novos presídios e reforma dos já existentes, escolhem soltar os presos, afinal sai bem mais barato para o Estado. Hoje o custo mensal de um preso gira em torno de R$ 1.580,00 e isso sobe se ele receber o tal Auxilio Reclusão que é R$ 862,60 pago pela Previdência Social, se você pensar que o custo de um aluno do ensino médio é em torno de R$ 180,00 nos estados do norte/nordeste e de R$ 700 nos estados do Sudoeste e Sul, fica gritante o absurdo. E os presos ficam ociosos, pois os agentes penitenciários limpam, cozinham e lavam para eles, só lhes restando banhos de sol e comer como únicas atividades, ai sobra muito tempo para de dentro dos presídios eles comandarem quadrilhas, planejarem sequestros e etc etc etc......E isso tudo custeado pelo dos que pagam impostos ou seja "Nós". 


Bem acho que disse tudo que penso, faltou apenas um aparte: as famílias das vítimas destes marginais não terão seus filhos/pais/mães para passar o Natal e Ano Novo, mas os marginais vão passar estas datas com suas famílias. Isso é justiça?!


Elizabeth Metynoski

17/12/2011

Mensagem Natal e Ano Novo Para os Amigos



Fiquei pensando no que dizer para meus amigos neste Natal e Ano Novo, realmente é muito complicado....pois a grande maioria deles passou pela perda de um ente querido e isto torna esta data especialmente difícil. Ai lembrei deste filme, que fala de como encontrar alguma felicidade em meio tantas provações. Acredito que a felicidade são as pequenas vitórias que obtemos neste caminho que nos colocaram para trilhar, são as amizades que fazemos e o apoio que vem de pessoas que passaram pelas mesmas experiências e também as que nunca passaram, mas se solidarizam conosco. E devemos nesta data lembrar de agradecer: aos amigos, aos que com seu apoio nos ajudam a continuar e as pequenas vitórias que vamos acumulando neste trabalho de formiga que fazemos.


Vendo novamente este pedaço do filme, me vi pensando que eu daria qualquer coisa...mas qualquer coisa mesmo.... para abraçar meu filho novamente e sei que a maioria dos meus amigos vai pensar o mesmo. Não é muito consolo o que vou dizer, mas quando eu estava muito mal...chorando todos os dias, uma amiga me disse uma frase que mudou minha maneira de pensar, ela perdeu o filho com 01 ano de idade. Ela me disse: - Você teve sorte, pois tem 10 anos de lembranças de seu filho, eu só tenho 01 ano! Na hora fiquei meio chocada com o que ela disse, mas depois comecei a pensar que realmente ela tinha razão, sou uma privilegiada, pois tive um filho maravilhoso que me deixou 10 anos de recordações e todas incrivelmente maravilhosas. E gostaria de neste fim de ano passar esta frase aos meus irmãos e irmãs na dor...quando o caminho se tornar difícil de suportar, pensem no privilegio que foi compartilhar estes anos com seus filhos. Talvez poucos anos, mas eles deixaram somente lembranças de amor e ter sido amado/a é coisa que não se esquece e que sempre vai aquecer nosso coração nas horas difíceis.




Agradeço a todos que me apoiaram e me deram forças para continuar neste caminho que decidi trilhar e desejo que tenham um Natal Maravilhoso junto com suas famílias e que 2012 seja um ano de Justiça e Paz para todos.


Elizabeth Metynoski - Mãe do Giorgio Renan
Movimento Giorgio Renan Por Justiça

02/12/2011

Assassino do Luis Paulo está solto e continua a lecionar da Fatec São Paulo - isso é Brasil!




Esse monstro é Luis Claudio Marques de Albuquerque, 41 anos Doutor em Fisíca.... pela Fatec de SP e usuário de drogas também.....e assassino do meu filho Luis Paulo Oliveira Barbosa de 20 anos....Ele cometeu o crime no dia 24/12/2010 na rua frei caneca....o mesmo saiu de casa pra comprar mais drogas depois de ter brigado com a mulher dele também viciada e gravída na época de 8 meses.....chegando na rua ele agrediu um motorista que só iria estacionar o seu carro, esse motorista com medo fechou o vidro e foi embora....esse traste assassino veio de encontro ao meu filho e 2 amigos que estavam em frente da empresa a onde o meu filho Luis trabalhava.. a empresa de segurança....Garantia Real...ele com a faca na mão tentou acertar os amigos de meu filho pelas costas, meu filho veio para tentar desarma-lo e levou 4 facadas sendo uma fatal no coração e mais nos ombros e uma nas costas ...meu filho deu entrada na Santa Casa mais não resistiu ... veio a falecer uma hora depois...esse vagabundo foi preso mais a justiça o liberou ele por ser réu primario e ter residência fixa...o mesmo continua dando aulas na Fatec...gostaria que meus amigos divulgassem e compartilhassem a foto desse marginal ...para que todos saibam que ele acabou com a vida de um ótimo rapaz. Trabalhador, honesto, sem vicíos...e com a minha vida e de meu marido também...E que no proximo Natal quando ele se drogar e brigar com a mulher dele, ele pode cometer o mesmo crime ou pior porque a justiça do Brasil deixa assassinos como ele solto pra cometer outro crime.


                                                        Luis Paulo 


De: Adriana Oliveira Barbosa - mãe do Luis Paulo



Frente parlamentar quer dar voz às vítimas da violência









Frente parlamentar quer dar voz às vítimas da violência, entre as medidas estão a atenção às vítimas, pelo Estado e a mudança do código penal.


Da Redação - Oriana Tossani 






Com a presença de diversos movimentos em defesa da vida e contra a violência, encabeçados por familiares, foi lançada nesta segunda-feira, 28/11, a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas da Violência. Sob a coordenação de Jooji Hato (PMDB), a Assembleia de São Paulo é pioneira, na área, nesse tipo de movimento e faz eco à Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas de Violência, que atua no Congresso Nacional, conduzida pela deputada Keiko Ota (PSB/SP). Entre as medidas a serem propostas estão projetos de apoio psicológico, judiciário e financeiro às vítimas ou a suas famílias, acompanhamento da reforma do Código Penal e medidas que contribuam com a redução do número de crimes hediondos. 


                                       Deputado Federal Jooji Hato


Para Jooji Hato, "é preciso amparar as famílias que perderem entes queridos e a própria referência de suas vidas". Propõe também a criação de um cadastro contra a impunidade, de forma a cobrar ação do Poder Público na aplicação e execução da lei. "A Assembleia Legislativa tem de resgatar o direito de ir e vir do cidadão, o direito à saúde e à vida", disse Hato, que prega tolerância zero para todos os crimes, desarmamento da população e lei seca. 


                                  Deputada Federal Keiko Ota


Reforma do Código Penal Keiko Ota, mãe do menino Ives Ota, sequestrado e morto aos oito anos de idade, num caso que provocou grande comoção, disse que a principal proposta da frente parlamentar nacional é a reforma do Código Penal. Estão também entre as ações da frente do Congresso a disseminação do movimento, com a criação de frentes " estaduais e municipais ", além de secretarias de atendimento às vítimas e às famílias. 


                                  Procuradora de Justiça e integrante 
                                  da Comissão de Reforma do Código
                                  Penal - Dra Luiza Nagib Eluf


Membro da comissão que trabalha da reforma do Código Penal, a procuradora de Justiça Luíza Nagib Eluf defende a exigência de responsabilidade por parte do Estado que, segundo ela, vem-se furtando ao seu dever de punir. "Nosso objetivo é um país responsável", disse. Precisamos lutar pela seriedade e pelo medo da punição". Para Luíza, só a lei não resolve: o que resolve é a vigilância sobre o cumprimento da lei pela sociedade e a pressão sobre o Poder Judiciário para que a aplique. 


                                Secretaria de Justiça do Estado de São
                                Paulo - Dra Heloisa de Souza Arruda


Centros de apoio No Estado de São Paulo existe só um Centro de Referência e Apoio às Vítimas (Cravi), no Fórum da Barra Funda. A secretária da Justiça, Heloísa Arruda, tem trabalhado pela ampliação desse serviço. Para ela, há uma grande falha do Estado brasileiro na promoção da justiça, e não há meio de saná-la senão pela pressão que exerce a mobilização das pessoas. Heloísa relatou que, em seus 20 anos como procuradora, sempre assistiu à absoluta falta de assistência e de atendimento psicossocial às vítimas e a suas famílias: "Elas não são avisadas sobre o julgamento dos acusados e nem sobre a sentença, por falta de amparo legal que obrigue o Poder Público a fazê-lo." 


                                 Elizabeth Metynoski - Movimento Giorgio 
                                 Renan Por Justiça - Curitiba - PR


                           Ari Friedenbach - pai da Liana - São Paulo - SP


                              Rafael Baltresca - filho de Miriam e irmão 
                              de Bruna - São Paulo - SP


Deram apoio à frente parlamentar diversos movimentos de vítimas, representados na Mesa por Elizabeth Metynoski, mãe de Giorgio Renan, assassinado; Ari Friedenbah, pai de Liana, sequestrada e assassinada; e Rafael Baltresca, filho de Míriam e irmão de Bruna, ambas atropeladas e mortas por um motorista alcoolizado. 


Fonte: ALESP Apoio: UDVV (União em Defesa das Vítimas da Violência) www.udvv.com.br e Jovempan

29/11/2011

Everson Arizoli Peixoto - Quatro anos de dor e descaso




No dia 06 de dezembro de 2011, estará completando quatro anos desde a morte do meu filho Everson, um jovem de apenas 16 anos que teria, pelas suas características pessoais, um futuro maravilhoso. Um jovem com apurado senso esportista. Muito humilde, buscava alcançar seus objetivos usando o seu esforço pessoal. Além disso, a flexibilidade e a sensibilidade estavam sempre presentes em suas ações o que o tornavam diferente dentre tantos outros jovens de mesma idade.
 Mas sua trajetória foi interrompida na noite de 06 de dezembro de 2007, quando estava em companhia de seu “amigo” Rafael Scarsi, um tiro certeiro tirou sua vida. “Rafael ou Giovani”, qual dos dois acionaram o gatilho? Pergunta que não quer calar.
 Descobri que nenhuma dor  pode superar a dor da perda de um filho, especialmente se, como o Everson, encontrar-se em pleno vigor de sua juventude.  Sinto-me "amputada" diante dessa perda,  afinal, é alguém que coloquei no mundo e acompanhei para que se tornasse um homem de bem, um homem honrado. Mas no momento em que eu me preparava para desfrutar disso, quando se preparava para ser um grande goleiro, vem o “amigo” e lhe tira a vida. Tirou, na verdade, boa parte da minha própria vida. Sonhos foram desfeitos, planos ficaram inacabados, projetos de vida precisaram ser esquecidos.
Meu filho Everson, foi assassinado a sangue frio. Os algozes, até hoje continuam livres, quem sabe fazendo novas vítimas.  Passaram-se 48 meses.  Os assassinos foram premiados pelo instituto da Impunidade, consagrado pelo descaso das autoridades responsáveis pela elucidação dos crimes contra a vida humana.
O assassinato do meu filho Everson foi tratado por essas autoridades simplesmente como mais um número na enorme estatística dos crimes insolúveis. Uma conduta irresponsável daqueles que tem o dever, a obrigação constitucional de dar o máximo de si em prol da sociedade, razão pela qual percebem  seus  salários.
 Procurei, por dezenas de vezes,  tentar entender o que aconteceu, junto com as autoridades.  Trataram-me com descaso, talvez por não ser detentor de um grande número de votos, ou porque sou uma cidadã de bem,  porque sou uma Mãe  inconsolável, a julgar pela forma como  transcorreram as investigações, cujo resultado foi desatroso. Ou seja, pouco foi feito para elucidar o caso e até hoje, decorridos 1.485 dias, não sei o que efetivamente ocorreu naquela noite trágica. O sentimento que fica é que essas autoridades têm coisas muito mais importantes a resolver do que buscar a identificação dos assassinos do Everson e levá-los a justiça.
Essas autoridades me devem explicações. Me devem esclarecimentos. Me devem respeito!
Nem preciso dizer que minha vida simplesmente se transformou num imenso abismo. O vazio se fez presente em minha vida. A dor revelou-se presença constante no meu dia a dia. É a dor da saudade! Saudades do Everson, do abraço dele, de ouvi-lo dizer "oi mãe, oi véia", Sabe mãe eu Te amo, você é a melhor mãe do mundo, palavras que jamais voltarei a ouvir, tudo por causa de um louco.
 É a dor de quem consegue ter uma imagem de como seria a vida hoje com a presença do Everson, uma pessoa tão simples, que não tinha desafetos.Tinha somente amor no coração e suas ações eram marcadas pela humildade e pelo bem-servir.
Deus tem me dado forças para seguir em frente.  Agradeço diariamente a Ele por ter-me concedido a bênção de conviver com o Everson os 16 anos, 10 meses em que só me trouxe orgulho.
 Ao contrário do que muitos podem pensar, não desejo vingança. Mas é latente o meu sentimento de Justiça. Devo isso ao Everson. Não descansarei  até que as autoridades competentes cumpram com suas obrigações legais e identifiquem os executores e/ou mandantes que assassinaram meu filho Everson, para que sejam encaminhados à Justiça dos homem  e paguem pelo crime cometido.
É inadmissível e inaceitável que nos anos em que vivemos, com sofisticadas técnicas para se obter informações, que estão à disposição das autoridades constituídas, não seja possível identificar o autor de um assassinato. Isso só acontece quando há um odioso descaso, quem sabe até porque meu filho Everson não tinha familiares nos altos escalões do Governo, ou até mesmo porque não gostava de batuque, umbanda... Caso contrário, certamente os criminosos ou mandantes já estariam nas mãos da Justiça.
Estou aqui cumprindo o meu dever de Mãe. Nada trará meu filho Everson de volta, Eu sei.  Entretanto, afirmo a toda sociedade, ninguém irá calar minha voz, pois estarei cobrando dessas autoridades (em todos os níveis) o fim do descaso, e que cumpram com suas obrigações, identificando quem matou meu filho Everson.
 Farei isso enquanto houver um sopro de vida em meu corpo. É pelo Everson e por outros tantos pais que continuam sem saber quem assassinou seus filhos, que estou decidida a seguir em frente, até que a Justiça seja feita.
Estou, reafirmo, exercendo o meu direito de Mãe, esquecido por essas autoridades, que preferem os holofotes a trabalhar duro para desvendar um crime como este.
Incrivelmente doloroso e lamentável!


Creoni Peixoto, Mãe do Everson.
Quando morrem os pais, perde-se o passado, mas quando morre um filho perde-se o futuro.....



20/11/2011

Como meu filho seria aos 20 anos?



Dia 19 de novembro, aniversário do Giorgio Renan, ele faria 20 anos. Evitei escrever algo ontem, sai com minha irmã e sobrinha para não ter que pensar nisso, mas mesmo assim não consigo deixar de imaginar como meu filho seria e o que estaria fazendo aos 20 anos. Provavelmente já estaria na faculdade cursando veterinária, que era seu sonho, pois ele era um aluno excelente, suas notas em provas eram sempre acima de 9 ou A. De aparência seria alto, moreno com fartos cabelos castanho escuro. E meio de endoidar pensar nisso, mas como mãe é inevitável.

Vi ontem o Carlinhos de Jesus e pensei: - Disso eu entendo! De perda, de dor - uma dor que fica marcada na alma da gente como colocada lá com ferro em brasa. Esta dor não passa, você aprende a conviver com ela, mas sempre vai estar ali presente. Não existem palavras para descrever o que é perder um filho, se esta dor fosse traduzida em silencio, calaria o mundo todo ao mesmo tempo. Se fosse traduzida em respiração, seria como morrer por falta de ar. Você perde o chão, enlouquece literalmente e para voltar a tocar sua vida normalmente é muito difícil, no meu caso levei um ano e meio fora do ar mesmo. Neste tempo não conseguia fazer nada...trabalhar, me concentrar em algo, conviver com pessoas era impossível. Depois, como eu disse, você aprende a conviver com isso....aprende a fingir que esta tudo bem....a Rita Lee tem uma musica que diz: - "Só quem já morreu na fogueira sabe como é ser carvão". - Bem é isso, eu sei o que é ser carvão.....

As datas são terríveis, tipo: aniversários, dia da morte. no meu caso o Natal é a pior delas. Era a época do ano que ele mais gostava, ele amava armar pinheirinho, colocar os enfeites e nós fazíamos isso juntos...então eu procuro ignorar o Natal desde a morte dele, não é fácil acreditem, pois onde você vai tem coisas natalinas. ....Mas tento evitar conviver com o Natal, dói demais passar mais um Natal sem meu filho.....só quem passou por isso é que pode entender do que eu estou falando. 

Elizabeth Metynoski - mãe do Giorgio Renan

Giorgio Renan - * 19/11/91 - 27/05/02*

03/11/2011

Quando morrem os pais, perde-se o passado, mas quando morre um filho perde-se o futuro.....


Neste sábado, dia 29/11/11, está completando 73 meses da morte do meu filho Mário, um jovem de apenas 20 anos, que teria um futuro brilhante pela frente, que teve sua vida ceifada por criminosos impunes até hoje. Mário foi morto na noite de 29 de setembro de 2005 quando se dirigia para um churrasco de confraternização com amigos de infância, como fazia praticamente todas as semanas. Mas, nessa noite, não chegou a encontrar seus amigos, pois foi impedido por um assassino cruel e desalmado, talvez a mando de alguém não menos cruel, frio e calculista.
São 2.190 dias de muita saudade e uma certeza: jamais vou receber um abraço do meu filho Mário de novo. E uma dor imensurável de um pai que perdeu o filho de maneira tão abrupta. Este sofrimento me atinge diariamente e me faz chorar de dor e de saudade.  E até hoje, apesar das centenas, milhares de apelos encaminhados às ditas autoridades responsáveis, não sei o por quê meu filho Mário foi assassinado.
Nesse tempo todo, nada me dizem essas autoridades. Não possuem nenhum argumento capaz de me convencer a respeito do que efetivamente aconteceu naquela trágica e inesquecível noite. A respeito de quem assassinou meu filho Mário ou a respeito de quem foi o mandante desse crime.
E o que dizer da Polícia da cidade de Canoas, onde aconteceu este homicídio inexplicável? Sucateada, sem as mínimas condições humanas, técnicas e de infra-estrutura para uma investigação séria e a contento. Além, é claro da ausência completa de vontade política, numa demonstração de que está a andar acéfala. O mesmo ocorre, lamentavelmente, com o Ministério Público, que ostenta o título de o guardião da sociedade e que tem, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), garantida a sua prerrogativa constitucional de investigação.
É impossível se conviver com tamanho descaso. Passaram, nesse período, dois prefeitos pela cidade (Canoas) onde ocorreu o homicídio. Não vi qualquer manifestação de cobrança das autoridades competentes. A imagem da cidade está bem abaixo dos interesse eleitoreiros. É melhor calar, porque rende mais votos, do que cobrar um trabalho sério da Polícia local.
Todos nós sabemos que quando essas autoridades querem, quando imbuídas de vontade política e técnica, descobrem os assassinos para encaminhá-los ás barras da Justiça. Exemplos não nos faltam. O caso do assassinato da juíza carioca é a mais pura e inequívoca comprovação de que é possível sim, se chegar aos verdadeiros assassinos e aos seus mandantes.
Essa é uma prova cabal da eficiência da Polícia quando exigida, quando há pressão política e dos meios de comunicação, aliado ao prestígio das vítimas ou de seus familiares. Talvez isso tenha faltado na elucidação do assassinato do meu filho Mário. Fosse eu um influente político ou com parentesco de autoridade da área da segurança pública, o resultado da investigação teria sido outro. Mas sou apenas e tão somente um cidadão de bem, que paga regiamente os seus impostos, para ter o mais absoluto e hediondo descaso das autoridades como recompensa.
Enquanto cumpro com minhas obrigações civis, os assassinos e/ou mandantes do assassinato do meu filho Mário são recompensados com o instituto da impunidade.
Lamentável!
Inaceitável!
Entendo, nesse tempo todo, que o descaso é uma arma que essas autoridades utilizam como uma forma de tentar calar-me.
Jamais conseguirão, porque enquanto houver um sopro de vida em meu corpo e minha mente, estarei bradando por Justiça.
Quero sim, seja em que tempo for, que os assassinos do meu filho Mário e/ou os mandantes sejam identificados e punidos legalmente pelo bárbaro crime que cometeram. Bárbaro porque o meu filho Mário era um jovem de bem, não tinha inimizades, não devia nada a ninguém. Foi assim que o criei e foi assim que ele seguiu minhas orientações.
Nunca conseguirão me impedir, como pai, de saber o que realmente aconteceu naquela noite de 29 de setembro de 2005. Essas autoridades me devem isso. É também para isso, que recebem seus gordos salários, pagos com os impostos pagos pelos contribuintes. E eu sou um deles.
Sergio Gabardo - Pai do Mário

A gente se acostuma, mas não devia... (Marina Collasanti)



A gente se acostuma a morar em apartamento dos fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. 


E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. 


E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas e a acender a luz mais cedo. 


E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. 


A gente se acostuma a acordar sobressaltada porque está na hora. 


A tomar café correndo porque está atrasado. 


A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo na viagem. 


A comer qualquer coisa porque não dá tempo para almoçar. 


A sair do trabalho porque já é noite. 


A dormir pesado sem ter vivido o dia... 


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: "hoje não posso ir"...


A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. 


A ser ignorado quando mais precisava ser visto... 


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e necessita. 


A ganhar menos do que precisa e a fazer fila para pagar. 


A pagar muito mais do que as coisas valem. 


A saber que cada vez pagará mais e a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro para como pagar as contas.


A gente se acostuma à poluição. 


À luz artificial.


Às bactérias da água.


À contaminação do mar. 


À morte lenta dos rios. 


A não ouvir passarinhos, a não ter galo da madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. 


A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando de uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. 


Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. 


Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé. 


Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. 


E, se no fim de semana não há muito a fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre o sono atrasado. 


A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que de tanto se acostumar, se perde de si mesma.  


Vire a mesa! !

30/08/2011

Caso Lucas Terra - 10 anos de impunidade


Lucas Terra foi assassinado no dia 21 de março de 2001, um crime brutal e mesmo assim não ouve ainda a punição dos culpados. Lucas foi abusado sexualmente, amarrado, amordaçado, torturado e queimado vivo, segundo a polícia técnica da Bahia, seu corpo foi colocado dentro de uma caixa de madeira e deixado em um terreno baldio. Crime Hediondo, triplamente qualificado, por motivo torpe e com total impossibilidade de defesa da vítima.


O ex-pastor Silvio Galiza, foi o único preso desde que aconteceu o assassinato, cumpre pena atualmente em regime semi-aberto. No primeiro julgamento em 09/06/04 foi condenado a 23 anos de prisão em regime fechado, mas com as nossas leis brandas ele conseguiu a anulação do julgamento em 17/08/05, em 30/11/05 foi a novo julgamento sendo condenado a 18 anos de prisão, em 16/08/07 ele foi agraciado com redução de pena de 18 para 15 anos, dos quais em apenas 4 anos conseguiu a progressão de pena ou seja foi para a semi-liberdade, que cumpre na Colônia Penal Lafayete Coutinho, em Salvador.


Em 2006, ouve uma reviravolta no caso: Silvio Galiza acusou outros representantes da Igreja Universal de Deus de envolvimento na morte do adolescente. Segundo ele, Lucas Terra flagrou o bispo Fernando Aparecido da Silva e o pastor Joel Miranda fazendo sexo depois do culto dentro do templo, para evitar que o Lucas contasse o que viu os dois decidiram matá-lo. Outro detalhe do caso é que Gazila não dirigia, nem tinha carro e seria impossível ter feito o transporte da caixa sem um carro e ajuda de alguém. A justiça determinou a prisão dos acusados, mas Fernando Aparecido e Joel Miranda ainda não sentaram no banco dos réus. 


O que foi dito por Silvio Roberto Galiza da participação dos acusados foi comprovado no processo. Apesar disso, eles continuam livres, exercendo suas funções e pregando a bíblia na Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo a última informação que tivemos o "bispo" Fernando Aparecido da Silva prega em Feira de Santana - Bahia e o ¨pastor¨Joel em Cabo Frio no RJ.

Dez anos após a morte do filho caçula, o pai de Lucas Terra ainda tem esperança de ver todos os culpados atrás das grades. 'Me parece que foi ontem. Que o Lucas estava em casa, que a gente abraçava, sorria com ele. A luta é muito grande e eu digo para esses assassinos, ainda que demore mais dez anos, eu vou continuar lutando. E eu não vou descansar enquanto eu não ver todos os assassinos do meu filho atrás das grades' - diz Carlos Terra.

'Todos os três praticaram o crime em total desrespeito à vida humana. E o pior: praticado contra um adolescente, uma pessoa que estava na flor da idade, uma pessoa que quando morreu estava imbuída de sentimentos nobres. Trabalhava e vivia única e exclusivamente para a religião. Ele tinha como parâmetro Deus. E justamente aquelas pessoas a quem cabia orientá-lo, foram justamente essas pessoas que mataram' - completa o Promotor de Justiça Dr. Davi Gallo.




Carlos Terra escreveu um livro onde conta a história de seu filho: "Lucas Terra Traído pela Obediência", segue alguns trechos do livro:

Capítulo 01... é necessário ter coragem para denunciar estes pseudos-religiosos, que hasteiam a bandeira da mentira, arrastando pobres coitados perdidos e desesperados sob a mesma bandeira, ardilosos, inteligentes, lobos travestidos de bondade e pureza... este livro só irá incomodar os assassinos e seus cúmplices... 
Capitulo 14... peguei um objeto pontiagudo e comecei a cavar no chão ao centro do espaço que estava queimado... encontrei ali dentro da terra umedecida, o sangue coagulado e seco do meu filhinho querido, peguei um punhado daquela terra, fechei a mão e falei: “Luquinhas lutarei contra tudo e contra todos... vou descobrir todos os assassinos...”
Capitulo 24 ...seus olhos lindos castanhos claros e brilhantes, sempre transmitindo felicidade e alegria, foram totalmente destruídos pelo fogo...resolveram queimar meu filho para esconder as marcas de espancamento e abuso sexual... foi horrível contemplar meu Luquinhas ou o que restou dele...
Capitulo 31 ..."Esse tal de Luquinhas sabia demais” ...no Banco Mercantil da fé, você só pode fazer depósitos, jamais poderá efetuar saques...
Capitulo 40 ... O Advogado do assassino levantou-se diante do Juiz e ameaçou a testemunha de processa-la por insinuar a preferencia sexual de seu cliente...que tinha trejeitos femininos...
Capitulo 53 ...sou amigo do Bispo Macedo, nao posso lhe ajudar... esta Igreja é poderosa...
Capitulo 87 ...os funcionários do cemiterio abriram o tumulo...meu filhinho querido estava reduzido a um amontoado de ossos chamuscados pelo fogo... peguei seu cranio e aproximei do lado esquerdo do meu peito, beijei-o...enquanto minhas lagrimas caíam sobre o cranio...
Capitulo 90 ...os seres que tentam inocentar e libertar o assassino, estavam deslumbrados...pela falta de lucidez...inumanos, canalhas, facínoras...encobertos pelo manto da religiosidade... num contorcionismo desvairado... a equipe inocentadora com a criatividade estagiaria... a escassez de inteligencia impediu que previssem a vergonhosa derrota no tribunal...
Capitulo 94 ...em troca de seu silencio a igreja prometeu-lhe dinheiro e um apartamento mobiliado em area nobre de Salvador..."eu nunca tomei posse deste imovel''...(palavras do assassino)
Capitulo 95 ...No Ford Focus de placa JPZ 4251, da Assembleia Legislativa da Bahia o 'pastor" Joel... da igreja Universal... apontado como um dos autores da morte de LUCAS TERRA, foi libertado no fim da tarde... automovel usado pelo Deputado da Igreja... no Centro de Observaçoes Penais, no Complexo Penitenciario do Estado...


Carlos e Marion Terra sofreram vários tipos de ameaça desde a morte de seu filho, inclusive de morte, não só deles, mas de seus outros filhos para se calarem, mas isso só fez aumentar sua vontade de seguir em frente, coragem é o que não lhes falta, falta sim justiça!


Elizabeth Metynoski

25/08/2011

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO - FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA



FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO

24 de agosto de 2011

A sociedade brasileira vem manifestando, há décadas, indignação e inconformismo ante a ausência de políticas públicas e legislações específicas destinadas a conter a criminalidade, a promover a justiça e a paz, e a amparar e assegurar os direitos humanos das vítimas de violência. 
Na busca de solução dessa questão crucial para a dignidade de nosso país, instalamos, no, dia de hoje, 24 de agosto, a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas de Violência. O principal objetivo é mobilizar a sociedade civil, o poder público e os parlamentares para o apoio efetivo à luta em defesa dos direitos das vítimas de violência e à consequente conquista da justiça e paz almejadas por todos. 

Nossa luta busca:

• Auxílio financeiro para as vítimas da violência – não raras são as famílias que passam a enfrentar dificuldades financeiras em função da instabilidade emocional provocada pela violência sofrida;
• Revisão do Código Penal, assegurando que as penas fixadas pelos tribunais do júri e juízes singulares sejam realmente cumpridas, garantindo que efetivamente se promova a justiça e se ponha fim à impunidade;
• Aprovar lei que regulamente o artigo 245 da Constituição Federal, definindo e assegurando os direitos das vítimas de violência
• Apresentar medidas concretas que contribuam para a retirada do Brasil do topo do ranking mundial de homicídios
• No âmbito das políticas públicas, estimular a criação de secretarias de atendimento multidisciplinar apoio às vítimas de violência – em nível nacional e estadual –, bem como de frentes parlamentares semelhantes, nas assembléias estaduais.

Exigimos que os direitos humanos das vítimas de violência sejam reconhecidos e colocados em prática e respeitados, como caminho para se resgatar e reconhecer o direito à vida em nosso país.

Os danos causados ao Brasil pelos altos índices da violência, agravados pela morosidade da Justiça e a falta de apoio do Estado e dos governos municipais, estaduais e federal aos familiares de vítimas de violência se estendem de forma inaceitável à dignidade do país, abalando e comprometendo o seu crescimento e a sua vocação de grande Nação.

Por isso, temos a certeza de contar com a sensibilidade e o apoio de toda a sociedade para fortalecer nossa luta.
FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DAS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA
E Organizações Não Governamentais de todo Brasil
ASSINAM:
Keiko Ota - Deputada Federal – Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas de Violência 

• Movimento Paz e Justiça Ives Ota - Masataka Ota – SP;
• Movimento Gabriela Sou da Paz - Carlos Santiago e Sandra Domingues – RJ;
• Movimento Maria Cláudia Pela Paz - Marco Del'Isola e Cristina Del'Isola – DF;
• Movimento de Resistência ao Crime - Jorge Damus – SP;
• Movimento das Vítimas da Violência pela Justiça e Paz - Fumyio Kurisaki – SP;
• Movimento Giorgio Renan por Justiça - Elizabeth Metynoski – PR;
• Movimento Cadê Patrícia - Adriano Franco e Felipe Franco – RJ;
• Movimento Mães na Dor - Hipernestre Carneiro – PB;
• Movimento Anjos de Realengo - Adriana Maria Machado – RJ;
• Movimento Basta com Erros Médicos - Sandro Machado de Lima – RJ;
• Movimento O Rio Pede Paz - Dr. Cacau de Brito – RJ;
• AFVV – Associação de Familiares Vitimas de Violência do Mato Grosso – Heitor Gerlado Reyes – MT;
• Movimento Bruna Pela Vida - Bárbara de Oliveira Carneiro – DF;
• ONG Brasil Sem Grades - Luiz Fernando Oderich - RS;
• ONG Rodas da Paz - Beth Davidson e Persio Davidson – DF;
• ONG Cure o Mundo - Natália Pereira – SP;
• CONVIVE - Francisco Régis Lopes – DF;
• Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência: Valéria de Velasco - Francisco Lopes – DF;
• Fundação Bruno Escobar - João Márcio Escobar – MS;
• Associação de Familiares Vítimas da Chacina de Vigário Geral - Iracilda Toledo- RJ;
• AVIM - Ana Lúcia Barbosa - mãe de Allan Barbosa – PA;
• MOVIDA - Movimento Pela Vida - Iranilde - PA;
• Juiz Marcelo Alexandrino – RJ;
• Ari Friedenbach - pai da Liana Friedenbach –SP;
• Tânia Lopes - irmã do Tim Lopes – RJ;
• Paulo Roberto - pai do João Roberto Soares Amorim – RJ;
• Adriana e Antônio Barbosa - pais do Luis Paulo Barbosa –SP;
• Cassiano Pimentel - primo do Jornalista Walter Pimentel – SP;
• Marion e Carlos Terra - pais do Lucas Terra – BA;
• Célia e Elson Nascimento - pais do Elton de Oliveira Nascimento – PB;
• Eduardo e Cléia Regina Rodrigues - pais do Diego Machado Rodrigues – RS;
• Simone Monteiro - mãe da Jéssica Phillip Giusti – SP;
• Adriana Cristina Pimentel - mãe da Eloá Pimentel – SP;
• Patrícia Klemtz - mãe do Thiago Klemtz – PR;
• Franciana Rosal - mãe de Paulo Roberto – DF;
• Marizete Rangel - mãe de Fabrício Rangel – RJ;
• Iêda Vale - mãe do Rodrigo Vale Fonseca – DF;
• Silvana Leal - mãe do João Cláudio Cardoso Leal – DF;
• Alessandra Ramos Bandeira - irmã de Priscila Tavares Ramos – SP;
• Ana Paula Cavalcanti - mãe do Matheus - João Pessoa – PB;
• Suedy Soares - mãe da Rosemere e Alan Soares - MT
• Eduardo e Regina Rodrigues – pais do Diego - RS
• Alexandre – pai do Diogo - RS 

Lançada Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência


Deputados e senadores lançaram, na manhã desta quarta-feira (24), no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência. O objetivo é aprovar medidas que contribuam para a redução de crimes hediondos no Brasil e para retirar o país do topo do ranking mundial de homicídios.
O grupo de parlamentares vai defender, entre outras propostas, a criação de um programa de acompanhamento psicológico e de apoio jurídico e financeiro para as vítimas de violência e seus familiares; e a revisão do Código Penal.
- Vamos defender as famílias golpeadas pela violência, além de criar e aprimorar leis que assistem essas famílias desamparadas e desestruturadas - disse a presidente da frente, a deputada Keiko Ota (PSB-SP).
Os parlamentares da frente também vão propor a criação de secretarias de apoio às vítimas de violência (nacional e estaduais) e de frentes parlamentares semelhantes, nas assembléias estaduais.
O vice-presidente da frente, senador Wellington Dias (PT-PI), sugeriu ainda a criação de um cadastro nacional da impunidade e de uma rede nacional para obter informações sobre a violência no país. Na avaliação do parlamentar, a impunidade contribui para o crescimento dos casos de violência no Brasil.
- Muitos brasileiros e brasileiras sofrem a dor de perder um ente querido, mas, principalmente, a dor da impunidade - disse Wellington Dias.
O evento contou com também com as participações da subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vítima) da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF, Valéria Velasco, familiares de vítimas de violência e de movimentos da sociedade civil em defesa da paz.
Rodrigo Baptista - Fonte: Agência do Estado = 24/08/11
Deputada Federal Keiko Ota - Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas da Violência
Casal Antonio e Adriana Barbosa e Marion Terra
Sandra Domingues, Cristina Del'Isola do Mov. Maria Claúdia Pela Paz - DF e Carlos Santiago do Gabriela Pela Paz - RJ
Jorge Damus do Movimento de Resistência ao Crime - SP e Ari Friedenbach do Viva em Segurança - SP
Hipernestre Carneiro - Movimento Mães na Dor - PB, Carlos Santiago e Adriano do Movimento Cadê Patrícia - RJ
Luiz Fernando Oderich da Ong Brasil Sem Grades - RS
Paulo Roberto e Tânia Lopes irmã do Jornalista Tim Lopes - RJ
Fumiyo Kurisaki, Célia, Cassiano Pimentel, Jorge Damus, Sandra Domingues e Elson Nascimento
Elizabeth Metynoski - Movimento Giorgio Renan Por Justiça - PR




21/08/2011

Manifesto na praça da Sé reuniu parentes de vítimas da violência


Centenas de pessoas realizaram um ato na frente da praça da Sé, no centro da capital paulista, na manhã de sexta-feira (19/08/2011), com o objetivo de divulgar a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência.


Os participantes são parentes e amigos de vítimas da violência de São Paulo. O manifesto foi organizado pelo UDVV (União em Defesa das Vítimas da Violência) e busca conseguir apoio para as vítimas da violência e chamar a atenção das autoridades.

Os manifestantes começaram se reunir na praça da Sé por volta das 9h30 e iniciaram o manifesto às 11h. Das 12h às 13h, o grupo participou de uma missa dentro da catedral, regida pelo Padre Valter e ao final da missa fizeram uma caminhada até o Tribunal de Justiça do Estado.

Entre os participantes do movimento estava Masataka Ota e sua mulher, a deputada federal Keiko Ota, pais do menino Ives Ota, que foi assassinado em 1997 por sequestradores;

O casal Jorge Damus Filho e Teresinha Damus, pais do jovem Rodrigo Balsalobre Damus, assassinado em 1999, vítima de latrocínio;

Ari Friendenbach, pai de Liana Friedenbach, vítima de estrupo, seguido de morte em 2003;

O casal Antonio e Adriana Barbosa, pais do jovem Luis Paulo Oliveira Barbosa, assassinado em 2010, por um professor da FATEC;

Valquíria Marques, mãe do jovem Wagner Marques Azevedo dos Santos, assassinado aos 15 anos, por policiais, e se vivo, em 19/08 teria completado 30 anos de vida.


Estiveram presentes também familiares do jornalista, Walter Pimentel, assassinado no começo do mês de agosto, num assalto a um supermercado, na zona Norte de São Paulo. 

Entre outros familiares de vítimas da violência, ativistas e pessoas da sociedade cível que apoiaram o Ato e que acreditam que a Frente Parlamentar seja o inicio de uma luta que há tempos buscam; que as vítimas da violência sejam assistidas e tenham, se não mais, pelo menos, os mesmos direitos e respaldo que as famílias dos criminosos hoje possuem.

Sandra Domingues, ativista e voluntária do Movimento Gabriela Sou da Paz que apóia a Frente Parlamentar  esteve presente e ressalta:

"Os assassinos são protegidos pelos direitos humanos, os menores infratores são assistidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas para as vítimas de violência, quem é por eles?"
Entre os temas defendidos pela Frente Parlamentar estão o apoio psicológico, jurídico e financeiro às famílias de vítimas, além da revisão do Código Penal.